Projecto sobre doenças respiratórias em Castro

Projecto sobre doenças

A iniciativa “A arte de bem respirar em todo o tempo” decorre no Centro de Saúde de Castro Verde e visa acompanhar os pacientes com patologias do foro respiratório.
“Mais que um projecto de saúde, isto é um projecto de cidadania” explica ao “CA” João Alberto Fragoso, enfermeiro-chefe especialista em reabilitação, garantindo que a iniciativa, integrada no programa “Enfermeiro de Família”, arrancou no início de 2015 e vai prolongar-se até final de 2016, altura em que será avaliada pela Direcção Geral de Saúde no sentido de ser implementada em todo o país.
De acordo com este responsável, os problemas respiratórios mais frequentes são “a bronquite, o enfizema, a asma e as doenças profissionais associadas a ambientes poluídos ou com fraca qualidade de ar respirável”.
Nesse sentido, continua, “as doenças respiratórias não são doenças agudas, mas tendem para a caducidade. A capacidade ventilatória das pessoas é que pode ser melhorada ou optimizada”.
No fundo, “respirar também se aprende”. E é precisamente isso que o projecto em marcha no Centro de Saúde de Castro Verde ambiciona, estando já identificadas pelos médicos e enfermeiros 2.500 pessoas com problemas respiratórios.
Estes utentes, se assim o entenderem, são depois encaminhados para sessões de grupo com uma psicóloga, onde cada um explica como lida com a sua doença. E há ainda sessões de exercícios com um fisioterapeuta.
“Transmitimos saberes teóricos, pois as pessoas gostam muito de saber as coisas. E há ainda a parte físico-motora, que é a parte de ensinar a fazer coisas, nomeadamente as técnicas de inspiração e de expiração adequadas. Normalmente isto acontece duas vezes por mês”, explica João Alberto Fragoso, adiantando que o projecto se articula “com a campanha de vacinação contra a gripe e, simultaneamente, com a consulta de cessação tabágica”.
“É um projecto transversal à nossa actividade e que não se esgota em si mesmo”, acrescenta.
No fundo, continua João Alberto, o projecto promove “a capacitação dos doentes, conferindo-lhes competências e habilidades para eles próprios lidarem com a sua situação”.
“Porque não é nenhum drama uma pessoa ser portadora de doença crónica, drama é ter essa doença e não saber lidar com ela”, conclui.

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Correio Alentejo

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