Programa de maternidade em Portalegre diminui partos em Badajoz

Programa de maternidade em

O número de partos de grávidas do Alentejo em Badajoz (Espanha) diminuiu nos últimos dois anos, tendo apenas sido registados quatro em 2013, o que as autoridades portuguesas justificam com um projecto lançado pela maternidade de Portalegre.
A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) explica à Agência Lusa que a diminuição do número de partos em Badajoz está relacionada com a concretização do projecto “Maternidade mais Próxima”, desenvolvido nos centros de saúde do distrito de Portalegre.
A iniciativa, no terreno desde finais de 2011, proporciona cursos de preparação para o parto nos 16 centros de saúde distribuídos pela região.
Os cursos são orientados por enfermeiras especialistas em saúde materna e obstetrícia, traduzindo-se numa “maior proximidade” entre os profissionais de saúde e as grávidas, acrescenta.
Quando a sala de partos do hospital da cidade raiana de Elvas encerrou, em Junho de 2006, foi estabelecido um acordo entre as autoridades de saúde portuguesas e as espanholas para colmatar esse fecho.
A parceria deu a oportunidade às grávidas dos concelhos de Elvas e de Campo Maior de poderem optar pela realização do parto entre o Hospital Materno-Infantil de Badajoz ou os hospitais de Portalegre e de Évora.
No ano do fecho da sala de partos em Elvas, nasceram em Badajoz 141 crianças daqueles dois concelhos alentejanos, tendo o recorde de bebés, 214, sido atingido no ano seguinte, de acordo com dados da ULSNA fornecidos à Lusa.
Nos anos seguintes, os bebés de Elvas e Campo Maior nascidos na cidade espanhola, ao abrigo do convénio transfronteiriço, foram: 198 em 2008, 158 em 2009, 167 em 2010, 182 em 2011, 21 em 2012 e quatro em 2013.
O que dá um total de mais de mil partos realizados em Badajoz e, apesar da diminuição nos últimos dois anos, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo afiança à Lusa que o protocolo com as autoridades de saúde espanholas é para “manter”.
De acordo com a ULSNA, actualmente, falta pagar às autoridades da Estremadura espanhola cerca de 2.300 euros relativos a partos e assistência hospitalar a grávidas do Alentejo, situação que deverá ser regularizada “no decurso deste mês”.
A contrastar com os números de Badajoz, a maternidade do Hospital de Portalegre registou uma subida do número de partos, em 2013.
No ano passado, ocorreram 580 nascimentos naquele hospital alentejano, o que significa mais 20 bebés do que em 2012, congratulou-se a ULSNA, frisando que a unidade de saúde foi “a única” no Alentejo a registar uma subida.

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Correio Alentejo

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