Profissionais e utentes exigem melhor saúde no Alentejo Litoral

Profissionais e utentes exigem

Profissionais e utentes da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) exigiram esta terça-feira, 17, melhorias nos serviços, numa concentração realizada junto ao hospital em Santiago do Cacém
Algumas dezenas de pessoas concentraram-se junto ao Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, para protestarem contra a “degradação” dos serviços de saúde na zona, indicou Egídio Fernandes, dirigente da União dos Sindicatos de Sines, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal.
O sindicalista considerou que a acção foi “extremamente positiva”, não só pela adesão da população, mas também por os representantes sindicais e dos utentes terem sido recebidos pela administração da ULSLA, numa reunião que durou mais de uma hora.
Os principais problemas apontados prenderam-se com a falta de profissionais, seja médicos, enfermeiros ou assistentes operacionais, e com o encerramento de várias extensões de saúde nos cinco concelhos abrangidos pela ULSLA (Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines).
Helena Neves, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros, referiu à Lusa que a falta destes profissionais no hospital “põe em risco a segurança dos utentes”, apontando o exemplo do serviço de Cirurgia Ambulatória, onde “estão dois enfermeiros a fazer o trabalho de cinco”.
Segundo a responsável, os enfermeiros entram ao serviço sem saber a que horas vão sair, o que provoca “cansaço e desgaste”, havendo “feriados por gozar desde 2010”.
“Queremos mais colegas, para assegurar a segurança dos utentes e o direito ao descanso”, afirmou Helena Neves.
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Litoral Alentejano, representada por Dinis Silva, exigiu também mais profissionais de saúde”, bem como a “reabertura” das extensões de saúde encerradas recentemente e o início da construção do Centro de Saúde de Sines, entre outras reivindicações.
Contactada pela Lusa, a administração da ULSLA informou que, actualmente, faltam “cerca de 50 médicos, de diversas especialidades clínicas”, existindo “carências de recursos humanos em quase todos os grupos profissionais”.
A ULSLA fez “inúmeras propostas de contratação” à Administração Regional de Saúde do Alentejo, mas apenas “algumas” foram já autorizadas, como dois cirurgiões, enfermeiros e terapeutas.
“Outras propostas de contratação aguardam decisão superior de autorização ou estão a ser priorizadas, como é o caso de 33 assistentes operacionais”, indicou a entidade.
A presidente da ULSLA, Maria Joaquina Matos, frisou que a instituição não tem capacidade para substituir um trabalhador “de imediato” quando é necessário, como em situação de doença, sendo necessário recorrer ao trabalho suplementar dos profissionais que estão de serviço, pedindo-lhes um “esforço adicional”.

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Correio Alentejo

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