Problemas na base de dados dos pequenos ruminantes

Problemas na base de dados

A base de dados nacional de identificação dos pequenos ruminantes (ovinos e caprinos) iDigital entrou em funcionamento em Junho de 2013, mas ainda apresenta problemas.
Em causa está o facto da nova base de dados ter sido carregada, durante os últimos seis meses de 2013, com informações de outra base de dados, que não era de identificação animal mas sim ligada à questão sanitária.
“Ou seja, era uma base de dados que não era tão rigorosa como o iDigital exige”, admite a médica veterinária Ana Rita Simões, coordenadora do Agrupamento de Defesa Sanitária (ADS) do Campo Branco.
Na prática, a informação recolhida inicialmente pelo iDigital acabava por não contabilizar todas as cabeças de ovinos e caprinos existentes em cada uma das explorações, o que tem grandes repercussões nos produtores, sobretudo do ponto de vista financeiro.
“Os produtores estão com animais presentes na exploração que não estão registados nessa base de dados. Ou seja, são animais que à partida, quando o IFAP – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas vai fazer o seu controlo do efectivo, não estão presentes e, por isso, não são pagos”, explica Ana Rita Simões, garantindo que este tipo de situações acaba por ser frequente na região.
“Isto é um universo muito grande e os pequenos ruminantes são uma espécie que dado o sistema de produção que temos no Campo Branco facilmente desaparece. São rebanhos de grande dimensão, em que termos um controlo rigorosíssimo na exploração não é coisa imediata”, justifica.
Nesse sentido, ao longo de 2014 o ADS de Castro Verde foi realizando este trabalho de identificação, ao mesmo que o IFAP tentou debelar o problema através dos seus serviços informáticos.
E desde o início de 2015 que também as organizações de produtores e os serviços oficiais podem proceder às rectificações necessárias na base de dados.
No caso do Campo Branco, o ADS está a pedir aos produtores que em dias de colheita de sangue reúnam todo o seu rebanho, para uma contagem rigorosa dos seus rebanhos.
“No período de retenção [que vai de 1 de Fevereiro a 31 de Maio] vamos fazer o máximo de correcções da base de dados para que as pessoas não deixem de receber, mas é um processo que vai demorar o seu tempo”, acrescenta Ana Rita Simões, deixando uma certeza: “Ainda temos muito trabalho para fazer!”

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Correio Alentejo

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