Prisão preventiva para assassino de advogada de Estremoz

Prisão preventiva para

O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Évora decretou esta quinta-feira, 8, a prisão preventiva do suspeito do assassinato de uma advogada em Estremoz, revelou à Agência Lusa fonte judicial.
A medida de coacção mais gravosa foi aplicada pelo TIC de Évora após o primeiro interrogatório judicial, que se prolongou por cerca de duas horas e que terminou cerca das 15h45.
Após o homicídio, ocorrido na terça-feira, 6, cerca das 16h00, no escritório da advogada Natália de Sousa no Largo da República, no centro da cidade de Estremoz, o suspeito, de 54 anos, foi detido pela PSP e ficou sob a alçada da secção de homicídios da Directoria de Lisboa e Vale do Tejo da Polícia Judiciária (PJ).
Segundo a PJ, os factos ocorreram no interior do escritório da advogada, de 50 anos, que, no exercício da sua actividade profissional de advocacia, patrocinava a mulher do detido.
"A vítima faleceu em consequência de uma agressão muito violenta cometida pelo autor", explicou a Judiciária.
Fontes policiais avançaram à Lusa que o suspeito, comerciante de frutas, terá batido com a cabeça da advogada no chão, não tendo sido utilizada qualquer arma.
Na origem do crime estará um processo de divórcio, sendo a vítima a advogada da mulher do suspeito.
"Não conformado com alguma situação, o suspeito terá ido pedir contas à advogada da mulher", avançaram as mesmas fontes.
Fonte dos bombeiros disse à Lusa que o alerta foi dado às 16h03 de terça-feira, tendo a mulher sido transportada em estado grave e em manobras de reanimação para o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Estremoz, onde acabou por morrer.
As operações de socorro mobilizaram os bombeiros de Estremoz e uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV), além da PSP.

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Correio Alentejo

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