População de Alfundão manifestou-se contra fecho do posto médico

População de Alfundão manifestou-se contra fecho do posto médico

Perto de duas centenas de pessoas manifestaram-se esta terça-feira, 8, em Alfundão contra a suspensão temporária de consultas médicas na extensão local do Centro de Saúde de Ferreira do Alentejo.
A medida foi tomada pela Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) e vai afectar mais cinco dos postos médicos do concelho, dado estes não possuírem as condições técnicas necessárias para a prescrição de receitas electrónicas, que irão entrar em vigor a 1 de Março.
“Não vejo razão para que o médico de família tenha de sair daqui de Alfundão”, contrapõe ao "CA" o presidente da Junta de Freguesia de Alfundão, Carlos Raposo, de 48 anos, lembrando que tanto as juntas de freguesia como a Câmara de Ferreira do Alentejo se disponibilizaram para equipar as extensões de saúde em causa com os meios técnicos adequados para a prescrição de receitas electrónicas.
“Esta é uma freguesia que não está ainda em vias de extinção e não se pode tirar o médico daqui de qualquer maneira”, acrescenta o autarca, corroborado por muitos populares.
“As pessoas saem prejudicadíssimas e o Governo devia olhar para estas coisas com mais respeito por quem vive nestas terras”, sublinha, por exemplo, Francisco Dionísio, de 69 anos, antigo taxista em Cascais que depois de ter sofrido um AVC passa “grandes temporadas” na terra onde nasceu.
“Mas assim devo ter de deixar de vir”, complementa.

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Correio Alentejo

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