População da Vidigueira contra fecho das Finanças

População da Vidigueira

Cerca de 150 pessoas concentraram-se esta terça-feira, 17, em Vidigueira para protestar contra o eventual fecho de quase todos os 14 serviços de Finanças do distrito.
“Não é aceitável que fechem quase todos os serviços de Finanças do distrito de Beja”, mantendo-se, eventualmente, apenas dois ou quatro dos 14 existentes, criticou o presidente do Município, o comunista Manuel Narra.
Por isso, o protesto, promovido pelo Município junto do serviço de Finanças da vila, serviu para a população de Vidigueira “poder manifestar-se contra o modelo do Governo para a reforma do Estado na área das finanças”, disse.
Modelo esse que, sublinhou o autarca, poderá implicar o fecho de 10 a 12 dos actuais 14 serviços de Finanças do distrito de Beja, incluindo o de Vidigueira.
No caso de a repartição local fechar, os habitantes do concelho, sobretudo os mais idosos, “terão que se descolar a Beja”, que fica a cerca de 25 quilómetros, “para tratar de assuntos fiscais”, o que irá acarretar “custos em deslocações”, alertou.
“Apresentam-nos a alternativa das novas tecnologias de informação”, a qual “não irá servir a maioria da população de Vidigueira”, afirmou.
“É população envelhecida e que não tem acesso às novas tecnologias de informação e, por isso, estará dependente da rede de transportes públicos, que praticamente não existe, e dos custos inerentes às deslocações”, frisou Manuel Narra.
No distrito de Beja, segundo um estudo do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, poderão fechar entre 10 a 12 dos actuais 14 serviços de Finanças, disse à Lusa o presidente da distrital de Beja do sindicato, Rui Teixeira.
Na “pior das hipóteses”, irão fechar 12 serviços, permanecendo abertos só os de Beja e Odemira, enquanto, na “melhor das hipóteses”, fecharão 10, continuando a funcionar apenas aqueles dois e os de Moura e Castro Verde, precisou Rui Teixeira, frisando tratar-se de uma previsão do sindicato e não de informação oficial do Governo.
“Não podemos estar à espera da decisão final do Governo para protestar”, defendeu Manuel Narra, referindo que, após “o estudo e o alerta” do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos “era necessário alertar a população para os custos inerentes ao fecho de serviços de Finanças e reagir”.

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Correio Alentejo

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