Politécnico de Portalegre quer mais apoios da UE

Politécnico de Portalegre

O vice-presidente do Politécnico de Portalegre, Albano Silva, defendeu esta terça-feira, 24, a necessidade de “mais apoios financeiros" da União Europeia (UE), considerando que a “sobrevivência” destas instituições de ensino passa por um “reforço” da formação de cariz profissional.
“É fundamental para o Instituto Politécnico de Portalegre ter hipóteses, em termos financeiros para reforçar a oferta formativa de cariz profissional e, aí, parece-nos que este desígnio se enquadra muito nos projectos que a UE neste momento apoia”, disse.
O vice-presidente do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) falava aos jornalistas à margem de uma visita de uma comitiva de representantes de diferentes entidades do distrito de Portalegre à Comissão Europeia, em Bruxelas, iniciativa organizada pelo Centro de Informação Europe Direct do Alto Alentejo.
“A sobrevivência dos institutos politécnicos passa muito pelo ensino profissionalizante, pois não tenho dúvidas que talvez seja a forma de se marcar posição no interior do país e de trabalhar com algum desígnio nacional”, acrescentou.
Albano Silva considerou também “importante” que os institutos politécnicos do interior sejam “contemplados”, do ponto de vista orçamental, com projectos relacionados com o desenvolvimento regional, "ou seja, em projectos que ultrapassem tudo aquilo que vai além da oferta formativa".
“Nós devíamos encontrar formas de financiamento dessa parte, não seria por parte do Ministério Educação, mas poderiam ser projectos financiados pela Europa”, defendeu.
O vice-presidente do IPP preconizou ainda que os projectos de empreendedorismo dos diplomados pelos politécnicos deveriam ser apoiados pela UE, sendo coordenados por estas instituições de ensino.
“Poderíamos fazer o que fazem as empresas incubadoras. Um trabalho de apoio aos jovens que se licenciam, sendo os institutos financiados no sentido de apoiar essas pessoas a construir o seu próprio emprego”, disse.
Albano Silva defendeu, por outro lado, que a UE deveria apostar num “aumento” do financiamento para apoiar a mobilidade internacional, considerando que seria “importante” para o IPP “aumentar ainda mais” essa vertente.
“Actualmente, já temos bastantes alunos estrangeiros, as coisas estão a correr bem a nível da mobilidade. Demos um salto muito grande e poderíamos dar mais e poderíamos ser mais apoiados financeiramente”, disse.
A visita a Bruxelas por parte da comitiva de representantes de diferentes entidades do distrito de Portalegre, incluindo de associações promotoras do desenvolvimento regional, termina esta quarta-feira, 25.

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Correio Alentejo

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