Peixes morrem em barragem em Almodôvar

Barragem da Boavista (Almodôvar) - retirada de peixes (Out 2022)

Algumas dezenas de carpas de grandes dimensões morreram numa albufeira no concelho de Almodôvar que secou e a Câmara Municipal está a tentar salvar peixes e a retirar lodo local, ainda que não tenha jurisdição no local.

Segundo adianta o presidente da autarquia, António Bota, citado pela Agência Lusa, o município resolveu agir “por uma questão de ética, de moral, de civismo” e por ver “que as entidades não se estavam a entender”.

A “falta de ação para defender o ambiente” e a ausência de entendimento estavam “a provocar uma situação caótica para a saúde pública, com aqueles peixes todos mortos, a cheirar mal, e uma poluição completa da pouca água da barragem”, acrescenta.

Em causa está a situação verificada na barragem da Boavista, localizada na Herdade dos Toucinhos, a cerca de dois quilómetros da sede de concelho, que a Câmara Municipal tem estado a limpar, procurando também salvar peixes vivos.

Com pouca água e a qualidade da água degradada, as carpas que ali existiam, “uma espécie exótica com legislação própria e que não pode ser removida para outras albufeiras”, começaram a morrer, há cerca de um mês, explica António Bota, acrescentando: “Morreram umas 40 ou 50 de grandes dimensões, de 10, 12, 15, 20 quilos.”

O autarca disse que a Associação Portuguesa de Carp Fishing (APCF), concessionária da zona de pesca Lúdica da albufeira, queria “transferir os peixes para outra barragem, mas o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas [ICNF] não autorizou”, precisamente devido às disposições legais.

Esta semana, apesar de “não ser vista nem achada” neste diferendo, nem “ter jurisdição na albufeira”, a autarquia procedeu à retirada de peixes mortos e à limpeza do leito da barragem, em concordância com a Herdade dos Toucinhos, que contribuiu com 10 mil euros, o ICNF e a Agência Portuguesa do Ambiente.

A operação, que deverá terminar nesta sexta-feira, 21, envolveu também a abertura de “um buraco” na albufeira “onde foram colocadas 10 ou 12 carpas vivas” e que foi cheio com “40 mil litros de água transportados pelos bombeiros, para tentar dar oxigénio aos peixes, para que sobrevivam”.

Em comunicado enviado nesta quinta-feira, 20, o ICNF aludiu a “informação errónea” que circula “nas redes sociais sobre a situação que está a impactar centenas de peixes” na albufeira e esclareceu que o organismo “não tem responsabilidade” sobre este “desastre”.

O instituto, que disse ter determinado “em julho a adoção de medidas para impedir [o] desastre ambiental”, revelou ainda que vai participar ao Ministério Público a situação relacionada com a mortandade piscícola “para que sejam apuradas responsabilidades e sejam punidos os responsáveis”.

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