PCP defende reabertura do ramal ferroviário de Aljustrel

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O PCP pretende saber se o Governo está disponível para implementar um plano de reactivação do ramal ferroviário de Aljustrel, tendo em vista a actividade mineira no concelho.
Em pergunta apresentada na Assembleia da República e dirigida ao ministro das Infra-estruturas e Habitação, os deputados comunistas João Dias e Bruno Dias lembram que a empresa Almina, concessionária das minas de Aljustrel, utilizam os portos marítimos de Huelva, Sines, Setúbal e, por vezes, Lisboa para escoar a sua produção, o que implica o uso de camiões.
Segundo os eleitos do PCP, esta situação faz com “diariamente saiam da mina de Aljustrel cerca de três dezenas viaturas pesadas, que percorrem inclusivamente o cento de aldeias e vilas como Aljustrel e Mértola”, o que “está a trazer consequências negativas, desde logo, para o ambiente”, mas também “no estado de conservação das estradas utilizadas para o efeito”.
Nesse sentido, continua os deputados comunistas, “estando Aljustrel dotado com um ramal ferroviário ligado à linha do Alentejo, recomenda o bom senso que se proceda ao aproveitamento das vantagens e potencialidades que o mesmo proporciona, até porque é necessário ter em consideração que a poucas dezenas de quilómetros de distância na mina de Neves-Corvo toda a sua produção é transportada por ferrovia, através do ramal de Neves-Corvo que está ligado à linha do Alentejo com os evidentes ganhos ambientais, de saúde e de segurança”.
Tudo isto leva João Dias e Bruno Dias a questionarem se o Governo tem “conhecimento dos efeitos resultantes para a população, ambiente e infraestruturas rodoviárias no que respeita ao transporte de minério, com recurso a viaturas pesadas usado pela Almina” e se reconhece “que o transporte por via rodoviária compromete a saúde e segurança das populações, é prejudicial para o ambiente, bem como aumenta a insegurança rodoviária e danifica as infraestruturas rodoviárias”.
Os eleitos do PCP querem ainda saber “quais os custos acrescidos com a reparação de infra-estruturas rodoviárias danificadas pela sobrecarga resultante do transporte de minério da mina de Aljustrel”, que medidas estão pensadas “para eliminar todos os efeitos prejudiciais resultantes do transporte de minério proveniente da exploração da mina de Aljustrel”, se se reconhece que o ramal ferroviário de Aljustrel “é a melhor opção para o transporte de tão avultadas quantidades de minério” e se o Governo está “disponível para implementar um plano de reactivação do ramal ferroviário de Aljustrel”.

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Correio Alentejo

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