“Palavras Andarilhas” transformam Beja na “cidade dos contos” até domingo

“Palavras Andarilhas” transformam Beja na “cidade dos contos” até domingo

Cerca de 60 contadores de histórias, mediadores de leitura e escritores, nacionais e estrangeiros, vão transformar Beja na "cidade dos contos" entre esta quinta-feira, 30, e domingo, 2 de Setembro.
Com um orçamento próprio "muito reduzido" devido à situação financeira da Câmara de Beja, a 12ª edição das "Palavras Andarilhas" era "improvável", mas realiza-se graças a parcerias, patrocínios, fundos angariados e "muito sangue, suor e lágrimas" de funcionários do Município e "amigos", disse à Agência Lusa a produtora do encontro, Cristina Taquelim.
Os convidados, de Portugal, Brasil, Argentina, Inglaterra, Espanha e Cabo Verde, vão libertar a "magia" do "era uma vez" nas várias iniciativas das "Palavras Andarilhas", que vão decorrer no Jardim Público, o "núcleo principal" do encontro, e em vários locais de Beja.
Organizado pela Biblioteca Municipal José Saramago, de Beja, para promover a narração oral, os livros e a leitura, o encontro deste ano, além de iniciativas tradicionais, como o "Encontro de Aprendizes do Contar" e o "Festival de Narração", inclui, como novidades, o "Mercadinho Andarilho" e a primeira edição do prémio "Leitura Pública Joaquim Figueira Mestre".
A escritora portuguesa Luísa Ducla Soares, a professora catedrática Isabel Cardigos, o contador de histórias cabo-verdiano Horácio Santos e o Grupo do Auto de Natal da Freguesia da Trindade (Beja) são os premiados da primeira edição do prémio e os galardões serão entregues ao longo do encontro.
No Encontro de Aprendizes do Contar, sobretudo "especialistas do conto" vão ensinar a participantes inscritos práticas de animação de leitura e de narração oral em várias conferências, tertúlias e oficinas de formação.
A "Estafeta de Contos" arranca já esta quinta-feira durante a "Noite dos Artesãos do Efémero e dos Contadores Andarilhos", na qual contadores de histórias vão contar contos.
Após a primeira sessão em Beja, a estafeta sai para a rua no final de Setembro e os contos vão "andar de boca em boca" durante seis meses, percorrendo cerca de 90 locais, como bibliotecas e escolas do país.
Através do festival de narração "Eu conto para que tu sonhes", as "Palavras Andarilhas" abrem-se ao público em geral com sessões de contos durante o dia na Casa da Cultura, na Biblioteca e no Teatro Municipal Pax Julia e à noite no Jardim Público.
Horácio Santos, o inglês Michael Harvey, o argentino Rodolfo Castro, o espanhol Quico Cadaval, os brasileiros Thomas Bakk, Marina Colassanti e Benita Prieto e os portugueses Jorge Serafim, Elsa Serra, Bruno Batista e António Fontinha são alguns dos contadores que irão contar histórias.
O "Mercadinho Andarilho", com uma taberna de contos, o "Mercado do Livro", exposições, tertúlias e apresentações de livros são outras iniciativas previstas.
No domingo, as "Palavras Andarilhas" celebram os 40 anos de carreira de Luísa Ducla Soares, através da iniciativa "Luísa na Terra dos Abraços", no Jardim Público.
A iniciativa inclui uma conversa entre Luísa Ducla Soares e os escritores portugueses António Torrado e Maria Teresa Meireles e sessões de contos e leitura em voz alta de textos da escritora.

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Correio Alentejo

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