Pais fecharam a cadeado Escola de Santiago Maior (ACT.)

Pais fecharam a cadeado

Pais de alunos fecharam esta segunda-feira, 11, a cadeado as portas da Escola Básica de Santiago Maior, de Beja, em protesto contra vários problemas no estabelecimento.
A falta de professores para apoiar alunos com necessidades educativas especiais foi a principal razão do protesto promovido pela Associação de Pais e Encarregados de Educação dos alunos do estabelecimento de ensino, tendo impedido os estudantes dos segundo e terceiro ciclos do ensino básico de comparecerem às primeiras aulas desta segunda-feira.
A intenção da associação era manter a escola fechada até às 9h30, mas após a intervenção da PSP, cerca das 8h40, funcionários cerraram os cadeados e abriram as portas de acesso à escola básica dos segundo e terceiro ciclos e ao centro educativo do primeiro ciclo do ensino básico de Santiago Maior.
A presidente da associação, Susana Sobral Ramalho, explicou à agência Lusa que o protesto serviu para "mostrar o descontentamento" dos pais dos alunos em relação a vários problemas que existem na escola.
O problema que "mais preocupa" os pais e encarregados de educação é a "violação do rácio de pessoal docente e não docente para apoio a alunos com necessidades educativas especiais", indicou.
Segundo a responsável, há falta de professores de educação especial e de técnicos especializados em terapia da fala, fisioterapia e psico-motricidade para "dar resposta às reais necessidades diagnosticadas" no Agrupamento de Escolas n.º 1 de Beja, do qual faz parte a Escola Básica de Santiago Maior.
"As crianças com necessidades educativas especiais, mesmo em sala, têm estado praticamente abandonadas, porque os professores de ensino regular estão sobrecarregados com turmas demasiado numerosas e não podem valer-lhes e os professores de ensino especial colocados até ao momento são insuficientes", contou.
No centro educativo, há crianças com necessidades educativas especiais que "não têm apoio nenhum" e outras com apoio durante períodos de tempo "ridículos e insuficientes", disse.
A lei só permite um aluno com necessidades educativas especiais por turma, mas na Escola Básica de Santiago Maior há turmas com cinco crianças com aquele tipo de necessidades, referiu.
Por outro lado, indicou, o número de assistentes operacionais "é mais do que insuficiente" para apoiar os cerca de 1.200 alunos da Escola Básica de Santiago Maior.
O problema "é mais grave" no centro educativo do primeiro ciclo, onde, devido à idade e ao número de alunos, há "problemas de segurança nas horas críticas", como nos intervalos das aulas, durante os quais as crianças não brincam "devidamente acompanhadas", lamentou.
Susana Sobral Ramalho apontou ainda o problema de "quantidade e qualidade" das refeições servidas no refeitório da escola, o qual "não tem condições", já que foi construído para servir 200 a 300 almoços por dia, mas, actualmente, serve cerca de 800.
A Lusa tentou sem sucesso ouvir o director do Agrupamento de Escolas n.º 1 de Beja.

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Correio Alentejo

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