Ourique aprova adesão à Águas do Baixo Alentejo

Ourique aprova adesão

A Assembleia Municipal de Ourique aprovou, por maioria, a adesão do Município à empresa Águas do Baixo Alentejo (AdBA), uma parceria pública-pública entre a Águas de Portugal e as autarquias para gerir a distribuição da água e o saneamento das águas residuais em baixa.
Depois de aprovada por unanimidade na Câmara Municipal, com os votos do PS e do PSD, a proposta de adesão de Ourique à AdBA foi aprovada pela maioria PS na Assembleia Municipal, com a abstenção dos três eleitos do PSD e o voto contra da CDU.
Em declarações ao “CA”, o presidente da Câmara de Ourique justifica a adesão à AdBA com o facto de, “por razões ambientais, de uso racional da água e de boa gestão dos recursos públicos”, serem necessários “grandes investimentos para melhorar a rede de abastecimento e de saneamento das águas residuais”.
“O Município de Ourique sozinho não pode aceder aos fundos comunitários para melhorar a sua rede” nem “tem recursos financeiros para fazer os investimentos necessários, sem desequilibrar as contas municipais”, argumenta Marcelo Guerreiro, que acrescenta: “Integrado nesta parceria pública, com as Águas de Portugal e com os outros municípios do Baixo Alentejo, Ourique já poderá apresentar candidaturas e fazer as obras necessárias”.
De acordo com o autarca, “está em causa, reforçar a fiabilidade do sistema de abastecimento de água” em Ourique, Aldeia Nova da Favela, Santa Luzia, Saraiva, Torre Vã e Fitos, assim como “reforçar a fiabilidade do saneamento de águas residuais” em Garvão/Funcheira, Ourique, Chada Velha, Santa Luzia, Fitos e Fernão Vaz.
Sobre a polémica instalada em redor da constituição da AdBA, Marcelo Guerreiro revela ser “falso” que esteja em causa “uma privatização do abastecimento de água em baixa” ou que “a criação da parceria signifique um eventual aumento do preço da água”.
“A ERSAR-Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos é quem dá orientações para a fixação das tarifas. Com ou sem parceria, os preços da água tendem a sofrer ajustamentos, havendo uma lógica de utilizador-pagador. Neste quadro, se continuarmos a ter perdas de água de 40% a 60%, o Município paga mais por água e não poderemos beneficiar de ganhos no uso eficiente deste bem vital”, diz.
O presidente da Câmara de Ourique frisa ainda ser igualmente “falso que a integração dos trabalhadores dos serviços municipais de água e saneamento na nova entidade da parceria pública não tenham garantias ou percam direitos sociais”.

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Correio Alentejo

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