Oposição em Portalegre contra fim de programa desportivo para idosos

Oposição em Portalegre contra fim

A oposição comunista e socialista na Câmara de Portalegre, gerida por um movimento independente, manifestou-se esta quarta-feira, 1, contra o fim de um programa desportivo municipal vocacionado para os idosos, mas a presidente da autarquia desdramatiza.
Em comunicado enviado à Agência Lusa, a concelhia da CDU lamentou a decisão “unilateral” por parte da maioria liderada pela presidente, Adelaide Teixeira, eleita pela Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP).
Contactado pela Lusa, o vereador socialista José Pinto Leite considerou que o programa deveria ter sido “reformulado”, envolvendo clubes e associações desportivas, e lamentou igualmente que a decisão tenha sido tomada de forma “unilateral”.
A presidente do Município rejeitou as críticas, sustentando que os vereadores “foram ouvidos” sobre esta matéria.
“Eu fico admirada com os vereadores, ao afirmarem que não foram ouvidos. Já em orçamento não estava contemplado este programa, mas sim o programa desporto nas freguesias que é a continuidade do “Vivacidade Sénior”, mas agora nas freguesias”, disse Adelaide Teixeira.
O actual executivo municipal de Portalegre é composto por quatro eleitos da CLIP, dois do PS e um da CDU.
No terreno desde 2002, o programa “Vivacidade Sénior” envolvia mais de uma centena de pessoas, com mais de 50 anos, em atividades desportivas nas modalidades de ginástica e de hidro-ginástica.
No comunicado, a CDU alegou que tomou conhecimento da decisão através de uma resposta da maioria CLIP a uma pergunta colocada pelo vereador comunista Luís Pargana, sublinhando que a medida tomada “às escondidas” pela presidente da câmara torna Portalegre “mais pobre e com menos qualidade de vida”.
Adelaide Teixeira considerou, por sua vez, que o programa “Vivacidade Sénior” já “atingiu” o seu objectivo, salientando que a Câmara de Portalegre “não pode substituir-se” perante o trabalho desenvolvido nos clubes e associações desportivas do concelho.
“Os clubes têm esta oferta e todas as pessoas que estavam no programa já foram absorvidas por um clube. Não foi a Câmara que indicou, mas foram as pessoas que escolheram”, disse.
“Cabe à câmara promover e incentivar a prática desportiva, mas a seguir temos de ter a coragem de dizer que nós já fizemos o nosso caminho, atingimos os nossos objectivos e agora temos que passar a quem de direito [clubes e associações] para não entrar, quase, em concorrência desleal”, acrescentou.
Apesar de a CDU denunciar que os utentes do programa “Vivacidade Sénior” vão passar a pagar uma mensalidade para desenvolver as mesmas actividades, Adelaide Teixeira considerou que os clubes e associações têm de ser “dinamizados” e esta é uma forma de atingir tal objectivo.

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Correio Alentejo

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