Odemira quer travar petróleo no tribunal

Odemira quer travar

A Câmara de Odemira vai avançar nos próximos dias com uma providência cautelar que procurará “travar” o projecto de prospecção e exploração de petróleo no Litoral Alentejano do consórcio GALP/ENI.
Em declarações ao “CA”, o presidente do Município odemirense, José Alberto Guerreiro, confirma que a decisão de avançar com a providência cautelar foi “aprovada por unanimidade” na autarquia e “avançará nos próximos dias”.
“Estamos a fazer todos os esforços, não só políticos mas também legais, e decidimos na quinta-feira, 16, avançar com uma providência cautelar, que incidirá, sobretudo, sobre questões estratégicas e administrativas”, revela o autarca socialista, adiantando que “o fundamento” a apresentar “vai ser uma resposta clara, de natureza política e estratégica, sobre aquilo que o Município quer para a região e que, destaca, “não passa com toda a certeza pelo recurso a fontes poluentes”.
“Queremos energias limpas e achamos que aqui há excelentes condições para isso. E a estratégia europeia e nacional também não passa por aí”, reforça José Alberto Guerreiro, prometendo “lutar até ao fim, com todas as energias, para que esta imposição não vá adiante”.
“Com os dados que conheço e com a estratégia que temos para a providência cautelar, este será um processo que não irá adiante. Nós iremos conseguir pará-lo, estou convicto disso”, insiste o líder da autarquia odemirense, assumindo, por outro lado, que “é um risco político estar a afirmá-lo”.
“Mas estou convicto que daqui a um ano aqui estaremos todos com a confirmação de que não só não avançou como não vai avançar”, diz.
Na sua linha de argumentação, o presidente da Câmara de Odemira lembra, por outro lado, que a zona definida para a prospecção de petróleo está integrada “num projecto que tem mais de 30 anos”, que é o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Uma área que, segundo sublinha, “condiciona” muitas actividades e que, agora, corre o risco de ser “palco” para este projecto.
“Não percebemos, não entendemos e não aceitamos que esta [actividade de prospecção de petróleo] não seja também condicionada”, desabafa José Alberto Guerreiro.

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Correio Alentejo

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