Obras na praia da Costa de Santo André em Setembro

Obras na praia da Costa

A requalificação da praia da Costa de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, deverá avançar em Setembro deste ano, pondo fim a vários anos de espera, revela à Agência Lusa o presidente do Município.
Segundo Álvaro Beijinha, trata-se de um projecto desejado “há muito” e que foi sendo adiado devido a um litígio de “mais de duas décadas” entre o Estado e os proprietários de quatro edifícios localizados junto à praia.
A intervenção nesta zona foi incluída, recentemente, no programa Polis Litoral Sudoeste, apesar de este abranger apenas os concelhos a sul de Santiago do Cacém (Sines e Odemira, no Alentejo, e Aljezur e Vila do Bispo, no Algarve).
“Por insistência nossa, abriu-se aqui uma excepção”, frisa o autarca, esclarecendo que, ao contrário dos restantes, o Município de Santiago do Cacém não faz parte da Sociedade Polis Litoral Sudoeste, responsável pelo programa.
No entanto, a Câmara terá de “assumir financeiramente uma parte da obra”, que poderá chegar aos 150 mil euros, referiu Álvaro Beijinha.
A intervenção, orçada em 680 mil euros e comparticipada por fundos comunitários, visa a “recuperação e salvaguarda dos ecossistemas lagunares e dunares”, bem como o “controlo e disciplina da actividade balnear pelos veraneantes”, segundo o Município.
O projecto, apresentado esta quarta-feira, 5, em Brescos, na freguesia de Santo André, inclui a instalação de passadiços de madeira para definir os acessos dos veraneantes às zonas balneares, de oceano e da lagoa de Santo André, “com condições de conforto e pontos de descanso”.
O parque de estacionamento vai ser também alvo de intervenção, estando ainda prevista a renovação e o enterramento das infraestruturas eléctricas.
Para Álvaro Beijinha, este projecto, cujas obras deverão iniciar-se na segunda quinzena de Setembro, após a época balnear, “é um passo muito significativo do ponto de vista do ordenamento do território”.
O autarca lembra que a zona pertence a uma área de jurisdição da administração central e que a Câmara Municipal de Santiago do Cacém “não tinha obrigação de entrar financeiramente para este projecto”.
O presidente do Município assume também que esta era “uma das poucas” praias da região que ainda não tinha sido alvo de requalificação.
“Perderam-se estes anos todos, com prejuízo para o território, para as pessoas que lá vivem e para as pessoas que utilizam aquela zona”, lamenta Álvaro Beijinha, recordando que, “muitas vezes”, a autarquia foi responsabilizada pela situação.

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Correio Alentejo

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