Misericórdias de Portugal reúnem até sábado em Évora

Misericórdias de Portugal

O sector da economia social e os desafios futuros que enfrenta vão estar em debate em Évora, a partir desta quinta-feira, 29, e até sábado, 31, no XI Congresso Nacional das Misericórdias, que espera mais de 500 participantes.
A sessão de abertura, às 15h00, vai ser presidida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
A iniciativa, numa unidade hoteleira da cidade, é organizada pela União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e tem como tema central “Economia Social: esperança para os desafios do futuro”.
“O congresso, que se realiza de três em três anos, é um momento para encontro e diálogo entre as Misericórdias dispersas pelo país e para explicarmos uns aos outros o que andamos a fazer e quais as preocupações”, diz à Agência Lusa o presidente da UMP, Manuel de Lemos.
O sector da economia social, tema central do encontro, inclui Misericórdias, mas também Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), mutualidades, cooperativas, fundações e associações recreativas, culturais, desportivas e de desenvolvimento social.
A UMP lembra que a Assembleia da República aprovou por unanimidade, em Março de 2013, a lei de bases da economia social.
O diploma, refere a organização, define as "bases gerais do regime jurídico da economia social, bem como as medidas de incentivo à sua actividade", estando a decorrer, actualmente, “trabalhos para revisão legislativa”.
O envelhecimento, infância e crianças em perigo, os cuidados continuados, o papel das santas casas na área da saúde, o quadro comunitário de apoio 2014-2020, respostas sociais e o património cultural são outros dos assuntos em discussão, ao longo dos três dias.
“Deste encontro nacional, esperam-se novas estratégias de actuação para o futuro” das Misericórdias, refere a UMP.
Até porque a iniciativa tem lugar quando decorrem “negociações para devolução de hospitais, em que diversas unidades de cuidados continuados aguardam luz verde do Governo para funcionar e em que as instituições se deparam com problemas de tesouraria para assegurar o apoio às comunidades”, sublinha.
Embora tenha carácter nacional, o congresso vai ainda contar com uma “forte presença” do Brasil, país onde existem mais de 2.000 santas casas, tendo havido “esforços conjuntos” para o “preparar para a questão do envelhecimento”.
De acordo com um inquérito promovido pela UMP, cujos dados vão ser divulgados na iniciativa em Évora, as 397 misericórdias portuguesas apoiam diariamente 150 mil pessoas em respostas sociais variadas (infância, terceira idade, deficiência, programas alimentares ou saúde, entre outras).

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Correio Alentejo

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