Ministro da Solidariedade e da Segurança Social inaugurou nova sede da Cáritas de Beja

Ministro da Solidariedade e da Segurança Social inaugurou nova sede da Cáritas de Beja

O ministro da Solidariedade e Segurança Social inaugurou esta quinta-feira, 2, a nova sede da Cáritas Diocesana de Beja, denominada Casa D. José do Patrocínio Dias, que resultou da requalificação do edifício do antigo paço episcopal e implicou um investimento de 1,3 milhões de euros.
"Esta é uma grande resposta social e demonstra muito bem que quando o Estado, a nível central, tem a capacidade de protocolar com as câmaras municipais e com instituições sociais, conseguimos dar uma resposta social que vai muito mais longe que muitas vezes uma resposta que seja exclusivamente do Estado", sublinhou Pedro Mota Soares.
"Nesse sentido, esta obra demonstra bem aquilo que considero ser um novo paradigma da resposta social e da relação que tem de existir entre o Estado e as instituições sociais. A Cáritas Diocesana de Beja está parabéns e muitas destas respostas são muito importantes para a população de Beja", acrescentou o governante.
Já a presidente da Cáritas bejense não escondia a sua satisfação pelo momento.
"As novas instalações irão permitir à instituição ter melhores condições de trabalho e alargar o leque de respostas sociais aos mais carenciados", frisou Teresa Chaves no seu discurso.

<b>CRÉDITO PARA IPSS’s</b>
O ministro da Solidariedade e Segurança Social aproveitou a inauguração das novas instalações da Cáritas Diocesana de Beja para anunciar que o Governo vai criar uma linha de crédito de 50 milhões de euros para ajudar instituições sociais com dificuldades financeiras, permitindo-lhes uma resposta social "muito mais abrangente".
A linha de crédito, que estará disponível "em breve", dirige-se "a instituições sociais, que têm, muitas vezes, dificuldades na sua tesouraria a curto prazo, porque investiram num conjunto de obras", disse Pedro Mota Soares.
O Governo quer que a linha de crédito, "preferencialmente, possa ajudar estas instituições sociais a transformarem dívidas de curto prazo em dívidas de longo prazo, permitindo-lhes uma resposta social muito mais abrangente", explicou.
Segundo o ministro, o Governo está a "finalizar" a criação da linha de crédito com as instituições bancárias, a quem já pediu para, através de representantes, participarem num conselho executivo, que irá fazer "a triagem de todas as situações".
A linha de crédito será criada no âmbito do acordo de concertação já assinado entre o Estado e as instituições sociais, acrescentou.
Através do acordo de concertação e do Programa de Emergência Social (PES), o Governo quer igualmente criar e contratualizar "novas respostas sociais", como uma rede de cantinas sociais, para a qual o Executivo prevê "alocar" uma verba de 50 milhões de euros.
Através da criação da rede de cantinas sociais, o Governo "não quer construir mais equipamentos, mas rentabilizar e maximizar os que já existem nas instituições sociais" e, desta forma, "permitir que possam fornecer um conjunto de refeições a famílias que necessitam", explicou.
Pedro Mota Soares disse também que o Governo irá fazer "em meados deste ano" a primeira avaliação do PES, que foi lançado no passado mês de Agosto, entrou em vigor "no final de 2011" e será sujeito a avaliações semestrais.

Partilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Correio Alentejo

Artigos Relacionados

Role para cima