Ministra elogia transformação agrícola possibilitada pelo Alqueva

Ministra elogia transformação

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, considera que a região abrangida pelo projecto do Alqueva é, porventura, a zona da maior transformação agrícola na Europa.
Alqueva é "porventura" a "zona da maior transformação europeia em matéria de agricultura, de produção agrícola, de sistemas de produção", disse Assunção Cristas esta quarta-feira, 17, durante a cerimónia de inauguração do circuito hidráulico e do perímetro de rega de Pedrógão, integrados no projecto do Alqueva.
"Hoje, a nossa agricultura está, de facto, a mostrar o que vale e que cartas pode dar no desenvolvimento económico sustentável do país, que se quer sustentável", disse, referindo que se tem "preocupado em sinalizar Alqueva como uma boa zona para acolher investimentos que o país tanto precisa".
Segundo a ministra, Alqueva é um "grande projecto", que "deve orgulhar o Alentejo e o país" e vai permitir garantir água aos agricultores, durante três anos consecutivos de seca, e "sem beliscar as suas culturas", o que "é absolutamente excepcional".
Por outro lado, em Alqueva "produz-se riqueza para os agricultores e o país" e há a "possibilidade" de se trabalhar a terra "de forma diferente, acrescentando mais valor" à agricultura portuguesa, frisou.
Assunção Cristas disse que o projecto do Alqueva está "em franca expansão e rápido desenvolvimento" e "dentro do calendário realista que foi definido pelo Governo" e que prevê a conclusão das obras em 2015.
"É particularmente grato para mim ver que este calendário não só está a ser cumprido, mas é credível", disse.
O circuito hidráulico e o perímetro de rega de Pedrógão, integrados no subsistema de Pedrogão, implicaram um investimento de 74,3 milhões de euros e irão permitir regar cerca de 5.500 hectares e beneficiar 460 agricultores.
Após a inauguração do circuito hidráulico e do perímetro de rega de Pedrógão, "há muito trabalho a ser desenvolvido", frisou a ministra, apelando aos agricultores abrangidos pelas infra-estruturas e que "ainda estão a pensar no que vão fazer" para, "agora que a água chegou", deitarem "mãos à obra".
"Aquilo que queremos é aumentar a nossa produção agrícola nacional, acrescentar-lhe valor, continuar este caminho feliz das exportações do sector agro-alimentar e, com isso, saber que contribuímos, de forma muito significativa, para a criação de riqueza e emprego no nosso país", afirmou Assunção Cristas.
Na actual campanha de rega, Alqueva já tem infra-estruturados 68 mil hectares de regadio, mais de metade dos 120 mil hectares previstos no projecto global, cuja conclusão deverá acontecer em 2015.
"Quando estes 68 mil hectares estiverem a funcionar em pleno, é expectável que o aumento do valor acrescentado bruto só na actividade agrícola ascenda a 91 milhões de euros por ano", disse o presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), João Basto, na sua intervenção na cerimónia.

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Correio Alentejo

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