Ministra da Agricultura satisfeita com nova PAC

Ministra da Agricultura

A ministra da Agricultura classifica como "muito positiva" a nova PAC, frisando que o corte de 500 milhões de euros que Portugal sofre é inferior ao de outros países.
"A nova PAC – Política Agrócola Comum é muito positiva", diz Assunção Cristas, referindo que "Portugal conseguiu ficar mais bem posicionado, quer nas ajudas directas do primeiro pilar, quer no desenvolvimento rural no segundo pilar, relativamente aos outros países".
Segundo a ministra, que esteve esta quarta-feira, 20, em Beja, o corte de 500 milhões de euros que Portugal sofre no âmbito da nova PAC "é inferior ao corte que outros países sofrem", o que "é positivo".
Em contrapartida, Assunção Cristas lembra o "envelope específico" de 500 milhões de euros que Portugal tem para ser usado até 2016, no âmbito do próximo Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) e "sem necessidade de co-financiamento" nacional.
A nova PAC, aprovada na quarta-feira pelo Parlamento Europeu, terá um orçamento de 362,8 mil milhões de euros para os próximos sete anos, dos quais 8,1 mil milhões de euros destinam-se a Portugal (4,5 mil milhões para o primeiro pilar, pagamentos directos e medidas de mercado, e os restantes 3,6 mil milhões para o segundo pilar, desenvolvimento rural).
Segundo Assunção Cristas, a nova PAC vai permitir a Portugal "continuar investimentos que estão a dar muito resultado" no sector agrícola nacional e concluir o projecto Alqueva.
Questionada sobre a hipótese de Portugal ter de devolver a Bruxelas "centenas de milhões de euros" não utilizados de fundos relativos a 2007-2013, admitida pelo eurodeputado Capoulas Santos, a ministra diz: "Da PAC que está em vigor não vamos perder nenhum milhão de euros".
Portugal está "com uma belíssima execução dos fundos do Proder", frisa, lembrando que no início do programa, que começou em 2007, houve momentos em que a taxa de execução estava 10 pontos percentuais abaixo, mas, actualmente, está a dois pontos percentuais acima da média europeia.
"Não sei se o deputado Capoulas Santos se estava a referir a um outro problema, que é o das multas pelo parcelário [agrícola] que não foi feito durante muitos anos de governação socialista", diz a ministra.

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Correio Alentejo

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