Mina de Aljustrel: Almina aceitou retomar o diálogo com o sindicato

Mina de Aljustrel: Almina aceitou retomar o diálogo com o sindicato

A concessionária da mina de Aljustrel aceitou retomar o diálogo com o sindicato dos mineiros, que, desta forma, espera obter informações sobre a retoma da laboração “em pleno” e a criação dos 900 postos de trabalho prometidos.
Numa reunião realizada quinta-feira, 26, no Ministério do Trabalho, em Lisboa, a administração da empresa concessionária da mina de Aljustrel, a Almina, “aceitou retomar o diálogo social com o sindicato”, disse à agência Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM), Jacinto Anacleto.
Segundo o sindicalista, na reunião de hoje, a Almina “comprometeu-se” a propor ao STIM, na próxima semana, datas alternativas para uma reunião, que “vai decorrer a curto prazo”.
Nessa reunião, disse, o STIM “vai colocar à administração da empresa, uma vez mais, todas as questões às quais ainda não obteve respostas”, como “o destino dos cerca de 137 milhões de euros colocados à disposição” da Almina pelo Estado Português, quando a mina de Aljustrel “vai efectivamente começar a trabalhar em pleno” e quando vão ser criados os 900 postos de trabalho “prometidos” pelo Governo.
“Esperamos que, com o retomar do diálogo social, sejam respondidas todas as questões, que vamos colocar de forma clara e objectiva na próxima reunião com a administração da Almina, porque a região e o país precisam da mina de Aljustrel a produzir em pleno, o que não acontece ainda”, disse Jacinto Anacleto.
O sindicalista falava à Lusa após uma delegação do STIM, da qual fez parte, ter reunido hoje, no Ministério do Trabalho, em Lisboa, com representantes da Direcção-geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), da administração da Almina e da Comissão de Trabalhadores da empresa.
A administração da Almina “tem fugido sistematicamente ao diálogo com as organizações representativas dos trabalhadores”, como o STIM, disse o sindicalista.
Assim, explicou, o STIM viu-se “obrigado a recorrer” à DGERT, para que esta direcção, que depende do Ministério do Trabalho, “obrigasse” a administração da Almina a “sentar-se à mesa” com o sindicato para “dar as respostas que há muito já deviam ter sido dadas”.
Na reunião de hoje, “não obtivemos as respostas que pretendíamos”, mas “registámos como positivo o facto de a administração da Almina ter aceitado reunir com o sindicato”, disse Jacinto Anacleto.
“Caso a administração da Almina não aceitasse retomar o diálogo com os representantes dos trabalhadores, teríamos colocado as perguntas e exigido as respostas hoje, mas, como a empresa aceitou reunir com o sindicato, vamos colocar as perguntas na próxima reunião e então esperamos que todas tenham respostas”, disse.

Partilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Correio Alentejo

Artigos Relacionados

Role para cima