Mina dá novo impulso ao comércio de Aljustrel

Mina dá novo impulso

Mário Mata está num local “estratégico” para tomar o pulso à vitalidade de Aljustrel. Funcionário dos CTT, o facto de a Estação dos Correios estar no centro da vila permite-lhe aferir todo o seu movimento. Daí não ter dúvidas: desde que as minas voltaram a trabalhar a 100%, Aljustrel mudou para melhor.
“Tem sido muito importante. Havia essa actividade, depois cessou e agora recomeçou. E isso tem sido bom para todos, sobretudo para o comércio. Acabou por dar um novo alento à vila, que estava um bocadinho ‘morta’”, diz ao “CA” Mário Mata, 56 anos.
A sua opinião encontra eco entre os comerciantes locais, que nos últimos anos têm visto o seu negócio beneficiar com a retoma da actividade mineira.
“Tem sido uma mais-valia”, assume José Cruz, 46 anos. “Embora a mina dê trabalho a muita gente de fora [do concelho], eles também gastam cá e todos beneficiamos. E depois a mina traz vida à terra, seja com vendedores ou outros. Nota-se que há mais movimento”, acrescenta o proprietário do snack-bar “Chafariz”, bastante frequentado por trabalhadores mineiros.
Carlos Cabeça, 61 anos, afina pelo mesmo diapasão. “Há mais pessoal a trabalhar nas minas e isso nota-se na actividade, seja aqui ou noutras casas. A vila tem outro movimento e todo o comércio o sente”, afirma o gerente do restaurante “O Cabecinha”.
“Temos trabalho e isso é o mais importante”, acrescenta Lurdes Campos, 54 anos, funcionária de uma loja de ferragens e venda de gás.
“Até tenho o meu filho a trabalhar lá, o que é bom. O importante é que haja emprego”, continua, apontando apenas um senão à retoma da laboração mineira em Aljustrel: “o pó”. “Mas o importante é que haja trabalho”, conclui.

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Correio Alentejo

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