Médicos reuniram no hospital de Beja

Médicos reuniram

Os sindicatos dos Médicos da Zona Sul (SMZS) e Independente dos Médicos (SIM) exigem um “rigoroso inquérito” às causas do recente falecimento de um doente na sala de espera das Urgências dos Hospital de Beja.
Esta foi uma das conclusões da reunião que as duas estruturais sindicais mantiveram nesta quinta-feira, 20, com os médicos do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, no sentido de debater com estes profissionais algumas questões relativas à sua actividade e ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
De acordo com os sindicatos, “a dificuldade em captar médicos” para este hospital “é evidente”. “Este sempre foi um hospital carenciado em termos de médicos, assim como de outros profissionais de saúde, e os sucessivos conselhos de administração têm demonstrado incapacidade para atrair profissionais, pondo em causa os cuidados de saúde prestados à população”, vincam os sindicatos, alertando que a “carência de médicos vai ainda ser agravada nos próximos anos, dada a sua faixa etária”.
“Este é mais um exemplo da inabilidade deste Governo em atrair médicos para zonas carenciadas e reflecte uma gestão incompetente por parte de conselhos de administração, inaptos para desempenhar a sua função”, criticam o SMZS e o SIM.
Os dois sindicatos revelam ainda que, durante a reunião, “apelaram aos médicos para que estes não cedam a pressões que ponham em causa os cuidados prestados à população, pois a defesa do doente é a função primordial do médico”.
“Por isso, é importante que sejam respeitados o número e a especialização dos elementos de escala de urgência, de forma a evitar longos períodos de espera que, por vezes, pode pôr em risco a vida e a qualidade dos cuidados a prestar”, argumentam os sindicatos, que, além de exigirem um “rigoroso inquérito para se identificar as causas do recente falecimento de um doente na sala de espera”, esperam que o Ministério da Saúde não continue “indiferente” a “assistir à destruição do SNS”.

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Correio Alentejo

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