Marvão recebe segundo Festival Internacional de Cinema

Marvão recebe segundo

A segunda edição do Festival Internacional de Cinema de Marvão arranca esta sexta-feira, 12, com o objectivo de “reforçar” a aposta na cultura e na “conquista” do público espanhol.
“A nossa aposta passa por atrair cada vez mais espanhóis à nossa região, mas também por ter uma oferta cultural que nos distinga”, diz o presidente do Município, Vítor Frutuoso, em declarações à Agência Lusa.
Para reforçar a ligação com Espanha, durante o festival, que se denomina “Periferias”, vai ser lançado um projecto cinematográfico que envolve a raia ibérica, centrado em Marvão e partilhado com outros espaços do outro lado da fronteira.
“Este ano o festival conta com uma forte componente dedicada à América Latina, onde há a componente da língua espanhola e estamos a apostar naquilo que podemos considerar uma oferta alternativa para as pessoas que gostam de cinema”, declara.
A intenção dos organizadores passa não só pelo cinema enquanto proposta de exibição, mas também como meio de desenvolvimento social, criando-se as condições para que a população local actue como protagonista, através da realização de produções audiovisuais baseadas na valorização do território.
O festival, que decorre até sábado, 13, pretende divulgar filmografias de “diversas latitudes” que tenham por objecto as “vivências comunitárias” em regiões de periferia e do mundo rural.
O evento arranca com a apresentação do documentário “Alentejo, Alentejo”, de Sérgio Trefaut, uma obra realizada em viagem pelo território onde se documenta a permanência da tradição musical do cante alentejano na actualidade, tendo este documentário sido considerado este ano o melhor filme português do "Indie Lisboa”.
A apresentação do documentário vai decorrer na antiga estação ferroviária da aldeia de Beirã.
O programa do "Periferias" apresenta um naipe de propostas diversificadas, que vão do filme de animação à curta e longa-metragem, passando pelo documentário.
Em paralelo, decorre um conjunto de iniciativas onde se incluem exposições, música, oficinas para crianças e uma feira de produtores locais.
As obras a apresentar neste festival vão ser exibidas em diversos espaços de Marvão e aldeias pertencentes àquele concelho histórico do distrito de Portalegre.
“O festival não está centrado num sítio só porque nós não temos uma sala formal para o efeito e por outro lado queremos ter uma maior proximidade com a população”, explica.
Além de vários trabalhos cinematográficos com o selo da produção nacional, o festival vai exibir obras produzidas no Chile, Bolívia e Argentina, destacando-se a longa-metragem chilena "No", premiada em vários festivais e com uma nomeação para o Óscar de melhor filme estrangeiro.

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Correio Alentejo

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