LPN denuncia abate ilegal de 10 mil árvores no Alqueva

LPN denuncia abate ilegal

A Liga para a Proteção da Natureza (LPN) pediu esclarecimentos sobre o abate "ilegal" de 10 mil árvores na albufeira do Alqueva, exigindo medidas contra os envolvidos.
Num comunicado enviado à Agência Lusa, a LPN refere que o abate "fora da lei", cujo contrato de execução terá sido adjudicado sem concurso e autorização, "reforça, mais uma vez, a forma como avança o processo" de abate de árvores no Alqueva, o qual "decorre há mais de uma década" e, desde o início, "se pauta por graves incumprimentos e ilegalidades".
Os esclarecimentos foram pedidos à Empresa de Desenvolvimento e Infra-estrutura do Alqueva (EDIA), ao Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e à Agência Portuguesa de Ambiente.
Segundo a organização não-governamental de ambiente, "a EDIA vem, há vários anos, concretizando as piores expectativas da avaliação inicial da LPN sobre todo o projecto do Alqueva".
Desde o início do projecto Alqueva, "desmontaram-se fábricas de papel sem cuidados ambientais" e "desmataram-se e desflorestaram-se várias áreas sem o cumprimento da legislação ambiental e directivas europeias em vigor, ameaçando espécies protegidas".
A última acção da empresa de abate de 7.000 azinheiras e sobreiros e 4.500 oliveiras, que "serviam de apoio a projectos de introdução de águias-pesqueiras", é "mais um caso evidente da tendência para o desprezo manifestado frente à legislação ambiental e aos compromissos assumidos pela EDIA após a avaliação de impacte ambiental", indica a LPN.
A LPN refere também que, desde o início do projecto Alqueva, "falhou-se nos compromissos de monitorização de impactos nos caudais ecológicos e no seu possível reajustamento, no impacto da barragem nas espécies piscícolas autóctones e sua fragmentação de habitats, até à própria contaminação genética, fruto do transvase" do rio Guadiana para o Sado.

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Correio Alentejo

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