Jovens "cientistas" de Odemira em concurso internacional na Eslováquia

Jovens "cientistas" de Odemira em concurso internacional na Eslováquia

Três jovens estudantes de Odemira vão disputar a final do Concurso Europeu para Jovens Cientistas a partir desta sexta-feira, 21, em Bratislava (Eslováquia).
Ao todo, a comitiva nacional inclui seis jovens, que apresentarão projectos de investigação nas áreas da biologia e das ciências do ambiente.
Os projectos venceram os dois primeiros prémios do Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores realizado em Portugal em Maio e até quarta-feira, 26, vão medir forças com cerca de 80 trabalhos científicos de mais de uma centena de jovens, entre os 15 e os 20 anos, de 37 países europeus.
No caso de Daniel Silva, Lúcia Martins e Marlieke Pronk, que venceram o concurso nacional ao representar a Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, de Odemira, desenvolvendo o projecto "Impacto da flora invasora nos ecossistemas ribeirinhos de Odemira".
Conforme explicou à Lusa Ana Paula Canha, professora que coordenou o trabalho, os alunos concluíram que a acácia, uma espécie exótica da Austrália, “diminui em muito” a biodiversidade dos rios e ribeiras da zona, onde é invasora.
A professora disse ainda que este projecto teve um seguimento, pois outro grupo de alunos da mesma escola estudou a “forma de erradicar a acácia, cujas sementes duram cerca de 40 anos e resistem mesmo ao fogo”.
Ambos os trabalhos de Odemira representaram Portugal na "Genius Olympiad 2012", uma competição internacional de projectos escolares na área do ambiente, que decorreu no final de Junho, nos EUA, tendo arrebatado o segundo e o terceiro lugares.
Ana Paula Canha evidenciou a importância de os estudantes participarem nestes eventos internacionais, não só “em termos de currículo”, mas também de “auto-estima e confiança nas próprias capacidades”, sobretudo para os que vivem em “zonas periféricas”.
Na opinião da professora, os “feitos” dos alunos também são importantes para as escolas, já que produzem um “efeito de contágio”.
“Há miúdos que chegam ao 10º ano e já pedem para fazer projectos científicos”, revelou.
O Concurso Europeu para Jovens Cientistas é realizado anualmente num país europeu diferente e os participantes podem ganhar prémios monetários que variam entre os 7.500 e os 3.000 euros, além de participações internacionais em eventos científicos.

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Correio Alentejo

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