José Alberto Guerreiro entende que acordo à esquerda tem de ser "duradouro"

José Alberto Guerreiro entende

Terça-feira, 10 de Novembro, será o dia D para Portugal, com o anunciado chumbo, na Assembleia da República, do programa que o Governo PSD/CDS-PP vai apresentar.
Abre-se assim a porta para um acordo à esquerda e o autarca de Odemira está “expectante” perante a possibilidade de um governo que junte PS, PCP/CDU e Bloco de Esquerda poder assumir os destinos do país.
Para José Alberto Guerreiro, um possível acordo à esquerda dependerá “muito não só do horizonte temporal para o qual possa ser comprometido, mas também do conjunto de medidas que venham a ser acordadas”. E nesse plano não esconde alguns temores.
“É normal que a haver acordo todas as forças políticas que supostamente farão parte dele queiram ver algumas medidas contempladas. E se elas forem de facto medidas muito exigentes do lado da despesa, fico preocupado relativamente àquilo que possa acontecer do lado da receita”, afirma ao “CA”.
Ainda assim, o autarca de Odemira (que foi segundo na lista do PS por Beja nas últimas eleições Legislativas) prefere esperar para ver.
Mas sempre vai dizendo que para se garantir um quadro de estabilidade parlamentar é preciso que o acordo a estabelecer à esquerda seja “duradouro” e que o conjunto de medidas a implementar “beneficie a economia e a situação social” do país, “garantindo a sustentabilidade”.
“Esse foi sempre o princípio que apliquei na vida e na autarquia de Odemira e parece-me que no país ele é essencial”, acrescenta.

E no distrito?
Se no plano nacional José Alberto Guerreiro admite a possibilidade de o PS se coligar no governo com o PCP/CDU, a nível distrital o quadro muda de figura.
“Uma coisa é a realidade local e outra coisa é a realidade nacional. Não me parece que possamos confundir as duas situações, uma vez que a nível local as propostas têm a ver com um âmbito mais restrito. Aí os acordos e os entendimentos não têm sido possíveis e duvido que venham a ser”, justifica o edil de Odemira, apoiando-se na sua própria experiência como autarca.
“Houve sempre um voto contra por parte da CDU em todos os 18 anos que estou no executivo municipal. Isso demonstra uma divergência de posições quanto à gestão municipal! Mas isso é um caminho que tem a ver com a realidade local, o contexto nacional é bem diferente”, acrescenta.

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Correio Alentejo

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