João Paulo Ramôa pede mais acção ao Governo do PSD e CDS-PP

João Paulo Ramôa pede mais acção ao Governo do PSD e CDS-PP

Na hora do adeus à liderança da Concelhia de Beja do PSD, João Paulo Ramôa explica ao “CA” as razões da sua saída e não deixa de tecer algumas críticas ao Governo do seu partido.

<b>Porque razão não se recandidatou à liderança da Concelhia de Beja do PSD, que foi a votos na passada segunda-feira, 7 [vitória de João Pedro Caeiro]?</b>
Tornei-me militante do PSD há cerca de 14 anos e só não estive em funções na Concelhia de Beja durante três anos [de 2002 a 2005], quando fui governador civil. E entendi que chegou a altura, do ponto de vista do dirigismo partidário, de fechar um ciclo e dar lugar a que outros iniciam um ciclo diferente.

<b>Que herança fica do ciclo agora terminado?</b>
Em primeiro lugar fica uma coisa que eu gosto de dizer e normalmente não se diz: deixo uma dívida muito grande de gratidão ao PSD. Ajudou-me muito a crescer, a ver a vida e a sociedade de um modo diferente. Sem esquecer que também dei muito ao PSD! Foi uma relação biunívoca e muito interessante entre as duas partes. Saio do dirigismo político-partidário consciente que tive muitos mais momentos bons do que maus, que também existiram e alguns bem fortes. Mas foram ultrapassados e no final disto tudo tenho um saldo francamente positivo.

</b>Disse recentemente que o Governo tem vindo a apostar apenas no corte da despesa pública e não na implementação de medidas que estimulem a criação de emprego. Fê-lo porque discorda da estratégia do executivo para combater a actual crise?</b>
Fiz essas críticas num programa de rádio durante uma conversa corrente e depois de uma pergunta que me fizeram sobre o facto do próprio FMI estar a chamar atenção do Governo para o facto de só haver medidas de austeridade e não haver apoio à economia. Quiseram saber a minha leitura sobre isso e eu não disse mais, ainda que por outras palavras, do que disse o FMI. E ainda por cima, sendo aquilo que eu sinto no terreno e que está à vista de toda a gente. Não sei é como às vezes há pessoas que pensam de maneira diferente! Talvez porque não saiam dos gabinetes… Sempre achei que havia um tempo em que era importante o Governo poder estudar, aplicar e começar a recolher os frutos daquilo que fossem as suas políticas. Acho é que esse tempo já passou e há coisas que não percebo porque não estão já no terreno, a ser eficazes.

<b>LEIA A ENTREVISTA DE JOÃO PAULO RAMÔA NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO DE 11 DE MAIO DO "CORREIO ALENTEJO", JÁ NAS BANCAS</b>

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