Jerónimo de Sousa defende reforma agrária em Beja

Jerónimo de Sousa defende

O secretário-geral do PCP defende que a reforma agrária “mantém toda a actualidade”, sendo uma “alavanca imprescindível” para o desenvolvimento de todo o Alentejo.
“A reforma agrária que garanta a terra a quem a trabalha não só mantém toda a actualidade, como é, nas actuais circunstâncias, a alavanca imprescindível para garantir o desenvolvimento destas terras de todo o Alentejo”, disse Jerónimo de Sousa este sábado, 15, em Beja, no âmbito de um espectáculo musical comemorativo do centenário do nascimento do histórico líder comunista Álvaro Cunhal.
Intitulado “Reforma Agrária, Terra, Luta, Arte e Futuro”, o espectáculo teve a participação de vários artistas nacionais e locais.
Em dia de manifestação nacional de professores, realizada em Lisboa, a intervenção de Jerónimo de Sousa neste concerto foi centrada, única e exclusivamente, na vida, no pensamento e na acção política de Álvaro Cunhal.
Ao abordar as “profundas transformações revolucionárias” na sociedade portuguesa surgidas com a revolução do 25 de Abril, o secretário-geral do PCP destacou o processo da reforma agrária.
O responsável frisou que, apesar de a reforma agrária ter sido “destruída por uma ofensiva que durou 14 anos, que pôs o Alentejo a ferro e fogo”, continua a ser “uma necessidade de agora”.
No Alentejo, o líder comunista também não esqueceu o empreendimento do Alqueva (que dispõe já de 67 mil hectares de regadios, mais de metade dos 110 mil hectares previstos no projecto global), defendendo que o seu aproveitamento integral é “uma imediata exigência”.
“Um aproveitamento que se impõe ser a favor das populações e da criação de emprego, não da especulação”, exigiu.
Ao longo do discurso, o percurso político, partidário e até artístico de Álvaro Cunhal foi sendo enumerado por Jerónimo de Sousa, que não prestou depois declarações aos jornalistas.
“Personalidade fascinante e maior da nossa história contemporânea, homem de invulgar inteligência, de firmes convicções, inteireza de carácter, Álvaro Cunhal foi um político de acção” e “dedicou toda a sua vida à solução dos problemas da sociedade portuguesa”, lembrou o secretário-geral do PCP.

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Correio Alentejo

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