Jaime Vieira quer final do Mundial de hóquei

Jaime Vieira quer final

Em 2014-2015 Jaime Vieira foi o melhor árbitro nacional de hóquei em patins, mas o juiz bejense quer mais e continua a alimentar o sonho de dirigir a final do Mundial.
“O meu sonho continua a ser esse e é por ele que estou a trabalhar”, revela o árbitro em entrevista ao “CA”.

Foi o Árbitro do Ano em 2014-2015. Que significou isso?
Foi uma sensação óptima, como é lógico. É um lugar que todos os árbitros ambicionam no início da época e eu tenho andado por perto. Já tinha sido terceiro, quarto, quinto… E agora fui primeiro, fiquei muito feliz por isso!

Ser o melhor em representação de uma associação com menos “peso”, como é a do Alentejo, sabe ainda melhor?
Sim! Já disse isso numa entrevista e houve colegas meus que ficaram sentidos, mas não entenderam aquilo que eu disse. Continuo a dizer que faço parte de uma associação em que faço 50 jogos por época, porque não temos clubes e não temos jogos [no Alentejo]. Ninguém tem culpa disso, mas o que é facto é que eu faço 50 jogos e eles fazem 100! É completamente diferente e é por isso que fico ainda mais satisfeito. Pertenço à Associação de Patinagem do Alentejo e fico muito orgulhoso de ter sido primeiro classificado, porque sei que também é um prémio para eles.

Em Setembro esteve no Mundial de sub-20. Já faltou mais para cumprir o sonho de dirigir a final de um Mundial de hóquei em patins.
Olhe, não dirigi já esta porque felizmente Portugal foi à final e até foi campeão do mundo [risos]. Já fui a um Mundial feminino em que também não consegui [dirigir a final] e agora vou esperar pelo Mundial sénior e aí tentar, se Portugal não for à final, que eu esteja lá. O meu sonho continua a ser esse e é por ele que estou a trabalhar.

Que metas traçou para esta nova época. Ser de novo o melhor?
Exijo sempre o máximo de mim, o que neste caso é ficar novamente em primeiro. Sei que é difícil, mas é por isso que vou trabalhar. Além de pensar que tenho a responsabilidade acrescida, porque as pessoas olham para mim já de maneira diferente.

Para aqui chegar deixou o futebol para trás. Presumo que não esteja minimamente arrependido?
Não, não estou! Quando as pessoas me diziam que podia chegar à 1ª divisão e a internacional [como árbitro de hóquei em patins] não estavam enganadas e eu lutei por isso, trabalhei e consegui. Estou satisfeito e nada arrependido.

Que retrato faz do hóquei em patins na região?
Como todos sabemos, esta é uma modalidade cara. Qualquer equipamento para os miúdos é muito caro, mas as pessoas fazem o que podem e não nos podemos queixar. Os clubes que existem trabalham às vezes sem percebermos como conseguem e a modalidade vai-se mantendo. Mas é lógico que vamos perdendo clubes e os miúdos optam por outras modalidades que são mais baratas. No entanto, vamos tentar que as coisas não piorem. E se conseguirmos melhorá-las, melhor ainda! Esta associação tem trabalhado bem neste aspecto e vamos esperar por melhores dias.

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Correio Alentejo

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