A empresa Infraestruturas de Portugal (IP) contesta a redução do financiamento para a modernização da linha ferroviária entre Casa Branca e Beja, alegando ser uma “decisão unilateral” da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.
Em comunicado, a IP revela ter recebido “com preocupação a decisão unilateral da CCDR” de reduzir a dotação financeira no programa regional Alentejo 2030 prevista para o projeto, que passou de 80 milhões de euros para 20 milhões.
“Uma redução do financiamento para valores da ordem dos 20 milhões de euros e a alteração da fonte de financiamento que constava de todas as peças que permitiram à empresa obter as autorizações necessárias para o desenvolvimento do projeto introduzem um grau adicional de risco ao investimento”, alerta.
A revisão da dotação financeira para este projeto foi confirmada, na terça-feira, 2, pela CCDR, no dia em que se realizou uma reunião entre a Comissão Diretiva do Alentejo 2030, a IP e a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL).
Segundo divulgou então a CCDR, na reunião, “foi confirmado que as intervenções previstas no troço ferroviário Casa Branca-Beja apresentam ainda um baixo grau de maturidade, encontrando-se os respetivos procedimentos em fase de preparação”.
No comunicado, a IP refere que o seu representante na reunião assinalou “os riscos para o projeto decorrentes de uma alteração das fontes de financiamento e, consequentemente, também de uma necessidade de, mais uma vez, ser alterado o processo formal de investimento”.
“O projeto em causa, com um investimento de cerca de 400 milhões de euros, encontra-se na fase que fora articulada com a autoridade de gestão, tendo a candidatura sido apresentada, com as condições associadas ao aviso que fora aberto, e consequentemente com o nível de maturidade que já era conhecido”, adianta.












