“Independentes por Almodôvar” contestam números de Bota

“Independentes por Almodôvar”

O movimento “Independentes por Almodôvar” reafirma que a autarquia está bem de finanças, contrariando os números divulgados a semana passada pelo presidente António Bota.
A 13 de Novembro o novo autarca almodovarense, eleito pelo PS, manifestou em entrevista à Rádio Castrense (Castro Verde) a sua preocupação com a situação financeira da Câmara de Almodôvar – nomeadamente no que à dívida à banca de médio e longo prazo diz respeito –, declarações que são contestadas pelo movimento independente (MIA).
“Não sabemos se as referidas declarações são mesmo fruto de ignorância ou se constituem uma deliberada intenção de confundir e enganar as pessoas do nosso concelho, por forma a pôr em causa o trabalho do anterior executivo e justificar a incapacidade e/ ou impreparação para prosseguir a obra que vinha sendo realizada. Preferimos pensar que seria mais prudente não proferir declarações daquele tipo, uma vez que das mesmas resultam um rol de inverdades grosseiras, que só descredibilizam quem as profere”, acusa o MIA em comunicado.
No mesmo documento, o movimento lembra que o resumo diário de tesouraria do passado dia 6 de Novembro mencionava, “àquela data”, um saldo disponível “de dois milhões e 100 mil euros”.
“Por essa razão, não podemos deixar de denunciar a demagogia e as intenções menos claras contidas naquelas declarações” de António Bota, acusa o comunicado do MIA, garantindo igualmente que “no dia 21 de Outubro de 2013, data da tomada de posse do novo executivo, não existiam praticamente dívidas a fornecedores de bens e serviços, situação quase inédita no panorama autárquico a nível regional e nacional”.
Sobre a dívida à banca, o movimento independente assegura que “grande parte” deste passivo “foi herdado da anterior gestão socialista, sendo que a parte contraída durante os últimos 12 anos foi alocada à realização de obras específicas, aprovadas na Câmara e na Assembleia Municipal, com aquiescência do PS e respectiva aprovação na contração dos referidos empréstimos”.
“Esta dívida à banca, perfeitamente controlada e consolidada, remunerada a juros de baixo valor, fica muito aquém do limite da capacidade de endividamento do Município previsto na lei, sendo que os juros suportados representam um valor residual de 0,5% do orçamento da receita da Câmara Municipal”, acrescenta o MIA.
A fechar o comunicado, o MIA pede a António Bota que “ponha as pessoas do seu grupo político a trabalhar”.
“Dê competências ao seu segundo vereador, para que este, se de tal for capaz, produza trabalho. É escandaloso que o dinheiro dos impostos dos almodovarenses sirva para que um vereador sem funções e trabalho que o justifique seja chorudamente remunerado”, concluem os independentes.

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Correio Alentejo

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