Hospital de Beja realizou primeira colheita de órgãos para transplante

Hospital de Beja realizou primeira colheita de órgãos para transplante

A primeira colheita de órgãos para transplante no Hospital de Beja realizou-se na segunda-feira. “Um passo decisivo para se tornar uma unidade dadora e entrar de vez no processo nacional de colheita e doação de órgãos”, disse José Aníbal Soares, director clínico da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), que gere o hospital.
O hospital de Beja, “apesar de ter tido e ter enviado muitos doentes dadores para outras unidades hospitalares”, nunca tinha feito nenhuma colheita de órgãos, porque “não dispunha da estrutura necessária”.
Entretanto, com a criação da Equipa de Coordenação Hospitalar de Doação da ULSBA, o hospital de Beja “conseguiu montar a estrutura necessária para entrar no campo da colheita e ser uma unidade dadora de órgãos”, disse, precisando que a primeira colheita de órgãos, que “desbravou o caminho”, realizou-se na madrugada da passada segunda-feira.
Depois de confirmada a morte cerebral do doente e de terem sido “efectuados todos os procedimentos legais aplicáveis”, explicou José Aníbal Soares, a Equipa de Coordenação Hospitalar de Doação da ULSBA preparou o dador e os órgãos para a colheita.
A equipa contactou o Gabinete de Coordenação de Colheita e Transplantação do Centro Hospitalar de Lisboa Central – Hospital de São José, que enviou para o Hospital de Beja a equipa que procedeu à recolha dos órgãos, disse José Aníbal Soares, escusando-se a precisar que órgãos foram recolhidos e doados.
Em Portugal, é dador multiorgânico qualquer doente em situação clínica de morte cerebral, desde que não seja portador de doença infecciosa ou neoplásica com potencial metastático, seja cidadão nacional ou estrangeiro residente no país e não esteja inscrito no Registo Nacional de Não Dadores.

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Correio Alentejo

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