Greve geral fecha escolas e câmaras e afecta transportes públicos no distrito de Beja

Greve geral fecha escolas e câmaras e afecta transportes públicos no distrito de Beja

Escolas e câmaras fechadas, serviços públicos "a meio gás", lixo por recolher e alguns transportes parados são os efeitos mais visíveis da greve geral desta quinta-feira, 22, no distrito de Beja, disseram à Lusa dirigentes sindicais.
Segundo Casimiro Santos, coordenador distrital da CGTP, a central sindical que convocou a greve, as taxas de adesão no distrito de Beja são "boas", sobretudo em serviços públicos, alguns "a meio gás", e nas áreas da educação e da administração local.
No entanto, frisou, a adesão no sector dos transportes no distrito de Beja, que na anterior greve geral tinha sido "quase nula", está a ser "significativa", com várias carreiras interurbanas e algumas urbanas paradas.
De acordo com o coordenador distrital de Beja do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, Vasco Santana, as câmaras municipais de Alvito e Serpa estão fechadas e há taxas de adesão à greve superiores a 80% em algumas autarquias, como Castro Verde (87%), Moura (82%) e Aljustrel (88%).
A greve nas autarquias deixou sem recolha de lixo e limpeza de ruas vários concelhos, como os de Aljustrel, Alvito, Beja e Serpa, acrescentou Vasco Santana.
Segundo o sindicalista, há também várias juntas de freguesia fechadas, como todas as quatro freguesias rurais do concelho de Castro Verde e três do concelho de Aljustrel.
Na área da educação, segundo o Sindicato dos Professores da Zona Sul, há vários estabelecimentos de ensino abertos mas sem aulas, outros "a meio gás" e pelo menos seis estão fechados, sobretudo jardins-de-infância e escolas básicas nos concelhos de Aljustrel, Beja e Ourique.
Na área da saúde, a adesão dos enfermeiros à greve nos hospitais de Beja e Serpa foi de 57,6% no turno da noite e de 44,2% no turno da manhã, disse o coordenador no Alentejo do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Edgar Santos.
Segundo o mesmo sindicalista, duas das quatro salas do bloco operatório do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, estão fechadas.

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Correio Alentejo

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