Governo justifica suspensão das candidaturas ao Proder

Governo justifica suspensão

O secretário de Estado da Agricultura assegura que a suspensão de novas candidaturas ao Proder é um “acto de gestão normal”, desdramatizando as reações do sector.
“É um acto de gestão normal que o Proder – Programa de Desenvolvimento Rural faz e tem feito durante toda a [sua] vivência, quando começa a haver um fluxo de candidaturas muito grande, e nos últimos três meses houve o dobro das candidaturas”, disse José Diogo Albuquerque, em declarações à Agência Lusa.
O governante, que considera o aumento do número de candidaturas como um “bom sinal” para o sector, explicou que a suspensão vai permitir “fazer pontos de situação” para que se possa “dar resposta” aos agricultores.
“Se estivermos a receber candidaturas, mais candidaturas e não estivermos a dar resposta não estamos a assegurar uma boa gestão do programa”, disse.
A decisão de suspender as candidaturas ao regime de transição do Proder, divulgada na segunda-feira, 30, e com efeitos a partir dessa data, apanhou o sector de surpresa e deixou centenas de empresas “em estado de choque”, segundo a Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente.
Também a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) reagiu “com surpresa e apreensão” ao anúncio, considerando que a decisão “é altamente lesiva para os agricultores com projectos de preparação ou em início de execução”.
“A questão de se fazer sem pré-aviso é uma coisa que tem acontecido sempre com a gestão do Proder, não é de agora, faz-se para evitar especulações”, reafirmou José Diogo Albuquerque.
O governante assegurou, no entanto, que o próximo Programa de Desenvolvimento Rural 2020 “vai abrir muito rapidamente”, apontando “o fim do ano ou até antes” para que esteja em curso.
“O que temos que assegurar é que todas estas candidaturas possam ser analisadas e dada uma resposta para poder abrir o próximo. Isto faz parte da gestão”, sublinhou.
José Diogo Albuquerque rejeitou a ideia de que a suspensão de novas candidaturas ao Proder possa vir a “atrasar” a vida aos agricultores, defendendo uma gestão “controlada” dos respectivos projectos.
“Percebo que quem faz projectos gosta de fazer sempre projectos, mas nalgum momento temos que parar, fazer ponto de situação e depois recomeçamos”, disse.
Num comunicado enviado à Agência Lusa, o Ministério explica a “pausa” com a necessidade de fazer um ponto de situação das cerca de 10 mil candidaturas entradas ao abrigo do regime de transição do Proder, que deram origem a 1.300 projectos já aprovados.

Partilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Correio Alentejo

Artigos Relacionados

DECO promove atendimento em Odemira

Esclarecer dúvidas sobre os direitos do consumidor em diversas áreas é o grande objetivo das sessões gratuitas de atendimento que a DECO – Associação Portuguesa

Role para cima