Governo garante candidaturas ao novo Proder a partir de Novembro

Governo garante candidaturas ao

O secretário de Estado da Agricultura anunciou que as primeiras medidas de apoio ao investimento do novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) vão abrir em Novembro.
"Estamos na fase final de aprovação" do PDR 2014-2020 pela Comissão Europeia, mas, "independentemente dessa fase processual", as primeiras medidas "vão abrir a 15 de novembro" e o Governo espera ter o programa "completamente em funcionamento" em meados de 2015, disse José Diogo Albuquerque.
O governante falava à Agência Lusa à margem do II Encontro Nacional do Azeite – I Jornadas Olivum, que decorreram esta terça-feira, 23, em Ferreira do Alentejo, numa organização do Município local e da Olivum – Associação de Olivicultores do Sul.
O Governo "acordou" com o comissário europeu que vai avançar com as primeiras medidas a 15 de Novembro, nomeadamente as emblemáticas medidas do investimento, de jovens agricultores e da agro-indústria, mesmo que o PDR 2014-2020 não esteja aprovado pela Comissão Europeia
"Nunca antes se avançou tão rapidamente num programa, mas também nunca antes se percebeu que se se não houver hiatos de investimento e formos rápidos na programação e disponibilização dos fundos os agricultores respondem", frisou.
O actual Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) 2007-2013 "está a ser executado em três anos, em vez de ser executado em seis anos, que era o que devia ter sido normal", se não tivesse "começado com atraso", "mas com o PDR isso já não vai acontecer", porque o programa "vai começar a tempo e horas", disse.
Segundo o secretário de Estado, o actual Proder está com uma taxa de execução de 87%, a qual deverá chegar aos 92% até ao final deste ano e aos 100% em meados de 2015.
José Diogo Albuquerque disse, por outro lado, que o sector do azeite em Portugal é "dinâmico" e já permitiu ao país ser "auto-suficiente em produção" e a "chave para o futuro" é "a integração vertical", através da criação da organização inter-profissional do sector.
O pedido de formalização da organização inter-profissional do sector do azeite, um passo que Espanha e França "já deram" e Portugal "tem que dar", já está no Gabinete de Planeamento e Políticas (GPP), disse o secretário de Estado.
A organização inter-profissional permitirá ao sector do azeite organizar-se "de uma forma estruturada entre a produção, a indústria e a distribuição, planear o que quer do futuro" e cumprir metas e objectivos, como mais produção, investigação e inovação, estabelecer melhor as práticas comerciais e prever o que quer em termos de regulação do mercado, sublinhou.

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Correio Alentejo

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