Eleito presidente da Distrital de Beja do PSD no passado sábado, 28 de fevereiro, Gonçalo Valente garante ao “CA” que o partido quer ser “uma opção política estável no presente e liderante no futuro” da região.
Porque razão quis voltar a liderar a Distrital de Beja do PSD?
Como quadro ativo do PSD e com responsabilidades políticas, tenho de estar sempre disponível para aquilo que o meu partido entender, por total respeito às suas bases. Na política o altruísmo e o sentido de missão devem ser sempre os pilares e os fios condutores da nossa ação. O PSD assume hoje no distrito um papel de consolidação e de crescimento claro e, nesse sentido, acho que posse ser útil na continuidade desse caminho que pretendo que seja cada vez mais sólido. A experiência acumulada na Assembleia da República e a proximidade aos órgãos de decisão fazem com que ganhe condições acrescidas para me bater pelos grandes desafios da região e é isso que vou fazer.
Houve alguma articulação com a anterior presidente da Distrital, Andreia Guerreiro, antes de avançar com esta candidatura?
Sim, total articulação e reconhecimento pelo trabalho que desenvolveu durante o seu mandato. A Andreia [Guerreiro] será o meu braço direito neste projeto e assumirá a primeira vice-presidência para, juntos, continuarmos a fazer pela nossa região, pelas nossas gentes e pelo crescimento da implantação do partido no distrito de Beja.
Sentiu o apelo dos militantes para avançar de novo para um cargo que já desempenhou?
Sim, a partir do momento em que a Andreia [Guerreiro] mostrou indisponibilidade para continuar, foram muitos os apelos para regressar a este cargo. Será uma responsabilidade acrescida, mas estou muito motivado para a assumir.
Traça entre os seus objetivos a “exigência regional perante o Estado”. Em que medida o pretende fazer?
Pretendo fazer aquilo que já venho fazendo enquanto deputado, ou seja, defender intransigentemente os interesses da minha região, acolher o compromisso do Governo para com um território estagnado no tempo, fruto do desinvestimento público, usando todos os mecanismos ao meu alcance, fruto da proximidade que, hoje, tenho junto do poder central, para inverter este quadro que se tem mostrado muito penalizador para uma região que tem um potencial imenso. Temos que, de facto, ser exigentes com o Governo, porque o destratamento para com os baixo-alentejanos tem de acabar. Acho que neste capítulo, atualmente, já se notam diferenças significativas face a governos anteriores.
“[Conquista da Câmara de] Beja tem de servir como exemplo de motivação e ser uma referência para quem continua a trabalhar sem ainda ter alcançado os objetivos pretendidos.”
Depois da conquista das câmaras de Almodôvar e Beja será mais fácil cumprir o objetivo de “consolidação do partido” no distrito?
Foram duas grandes conquistas, as maiores sem dúvida, mas o resultado eleitoral das últimas Autárquicas não se esgota aí. Tivemos grandes resultados em concelhos onde há muito nem candidaturas conseguíamos apresentar. Foi um grande trabalho coletivo, de todos. Arrisco a dizer que este foi, talvez, o melhor resultado de sempre em Autárquicas do PSD no distrito de Beja, sendo a conquista da Câmara Municipal de Beja o dado mais marcante, pelo simbolismo que tem e por ser um resultado inédito. Beja tem de servir como exemplo de motivação e ser uma referência para quem continua a trabalhar sem ainda ter alcançado os objetivos pretendidos. Há um dia que vai acontecer! Em Beja já aconteceu e noutros concelhos onde ainda não ganhámos também vai acontecer. É preciso para isso continuar a trabalhar muito e nunca deixar de acreditar.
Pretende avançar com a criação de novas secções do partido no distrito. Onde?
O objetivo é ter uma secção em todos os concelhos do distrito a médio prazo. Há processos mais adiantados que outros, que não quero pormenorizar, mas se nos próximos dois anos conseguirmos reativar, pelo menos, mais quatro secções, creio ser já uma meta muito simpática.
Considera que o PSD deixou de ser um partido de “altos e baixos” na região para se afirmar, de vez, como um “ator político” decisivo no presente e futuro do distrito?
Sim, o partido ao longo da sua história viveu vários episódios de instabilidade, muito por culpa de se tratar de um território muito virado à esquerda, mas as coisas evoluem, as mentalidades também e muita gente já percebeu que o socialismo e o comunismo não resolvem os seus problemas. O nosso objetivo é mostrar às pessoas que há uma alternativa e que essa alternativa lhes traz esperança, mas que acima de tudo resolve os seus problemas. Temos bons quadros em todo o distrito, que com muito trabalho têm transmitido confiança às suas populações. Vamos trabalhar para nos consolidarmos como partido incontornável nas grandes decisões da região. Queremos, mesmo, ser uma opção política estável no presente e liderante no futuro.








