Fundos comunitários apoiam requalificação da estação de Mora

Fundos comunitários apoiam

A recuperação da antiga estação ferroviária de Mora, num investimento de cerca de 2,5 milhões de euros, vai ter o apoio de fundos comunitários, devendo as obras arrancar em Abril, anuncia a Câmara Municipal local.
A candidatura do Município a fundos comunitários foi aprovada recentemente pelo InAlentejo – Programa Operacional Regional 2007-2013, o que assegura 85% do investimento, sendo a restante verba suportada pela autarquia.
Com a aprovação dos fundos comunitários, “já podemos avançar com esta obra”, congratula-se à Agência Lusa o presidente da Câmara de Mora, Luís Simão.
O projecto, “assinado” pela CVDB Arquitectos Associados, envolve a reestruturação e requalificação da antiga estação ferroviária e a construção de um novo edifício, para albergar um núcleo museológico dedicado ao megalitismo.
“Esse edifício, com 400 metros quadrados de área, vai acolher o núcleo museológico, que é a parte substancial e mais importante de todo o projecto porque é aquela que, realmente, poderá contribuir para atrair visitantes ao concelho”, diz.
Mora é “um dos concelhos do Alentejo mais ricos em vestígios megalíticos”, lembrou Luís Simão, explicando que o pólo museológico, “muito virado para a interactividade e novas tecnologias”, quer promover esse património.
“Haverá algumas peças representadas, descobertas no concelho ou representativas do megalitismo, mas o núcleo museológico vai ter, essencialmente, conteúdos interactivos que farão com que o visitante seja envolvido num mundo mágico do que seria a pré-história”, realça.
Já a estação do caminho-de-ferro propriamente dita, acrescenta o autarca, após ser requalificada, vai acolher diversas valências, como a Biblioteca Municipal, o espaço Internet ou uma sala para exposições temporárias, que agora funcionam noutro imóvel.
No global, trata-se de uma obra “inovadora e de importância estratégica para o concelho”, que vai funcionar como “complemento da oferta turística já existente”, nomeadamente do Fluviário de Mora.
“E é também um projecto importante para o distrito e para a região, como fica provado pela aprovação da comparticipação comunitária” por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, sublinha Luís Simão.
As propostas das empresas que concorreram ao concurso para a execução da empreitada estão ainda a ser analisadas pelo júri, seguindo-se depois mais alguns procedimentos burocráticos.
“Acredito que lá para Abril possam estar a ser iniciadas as obras”, vaticina o presidente da Câmara, explicando que a empreitada deverá durar 18 meses.

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Correio Alentejo

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