Festival "Terras Sem Sombra" vai arrancar em Almodôvar

Festival "Terras Sem Sombra"

A Diocese de Beja promove a partir de sábado, 13, o Festival Terras Sem Sombra, que promete um “diálogo entre a música do passado e a nossa contemporaneidade”.
A edição de 2013 do festival tem como lema “Punctum contra Punctum. Polifonias de Machaut a Ligeti” e decorrerá em oito localidades do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, aliando os concertos a acções de sensibilização para a preservação da biodiversidade.
Na apresentação do festival, esta terça-feira, 9, em Lisboa, no Centro Cultural de Belém (CCB), o director-artístico, Paolo Pinamonti, realçou que a edição deste ano “será uma viagem pela polifonia, que foi o movimento mais importante da música culta ocidental, ao dar-lhe uma outra dimensão”.
O IX Terras Sem Sombra tem um orçamento global de 200 mil euros, dos quias “30 a 40% correspondem às remunerações dos artistas”, acrescentou José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, que organiza o certame.
De acordo com este responsável, “cada euro aplicado no festival equivale a 50 euros de despesa no território, além da defesa da marca ‘Alentejo’”, que qualificou de “muito importante”.
O Festival Terras Sem Sombra de 2013 começa no sábado, 13, na igreja matriz de Santo Ildefonso, em Almodôvar, com o Concerto Moderno, sob a direcção de César Viana, que interpretará peças de Mozart, Toru Takemitsu e Pergolesi.
O último concerto realiza-se a 13 de Julho, em Sines, com a Camerata Bocherini e a soprano María José Moreno, na igreja matriz do Santíssimo Salvador.
Pelo meio, há espectáculos em Santiago do Cacém (20 de Abril), Grândola (4 de Maio), Vila de Frades (1 de Junho), Castro Verde (22 de Junho) e Carvalhal – Grândola (29 de Junho), além da conferência “Uma história do contraponto: do gótico às vanguardas”, com Rui Vieira Nery, em Beja (18 de Maio).
À margem da apresentação do festival, foi também assinado esta terça-feira um protocolo entre o certame e o OPART, organismo que integra o Teatro de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado.
Este protocolo “vai além das administrações e das pessoas que ocupam os cargos, defende as nossas instituições e permite dar previsibilidade” às iniciativas das instituições, disse João Villa-Lobos, do OPART.
Segundo Villa-Lobos o protocolo assinado, que inclui a área técnica e a artística, “associa de forma sistemática e regular o São Carlos ao Festival” e ajuda o teatro lírico “a cumprir parte de uma obrigação sua que é a descentralização”.

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Correio Alentejo

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