Festival "Terras sem Sombra" leva ópera à Igreja Matriz de Almodôvar

Festival "Terras sem Sombra" leva ópera à Igreja Matriz de Almodôvar

Os 250 anos do nascimento do compositor Marcos Portugal, cujas óperas rivalizaram com as de Rossini e Mozart nos palcos internacionais, no início do século XIX, são comemorados este sábado, 14, em Almodôvar, no festival "Terras sem Sombra".
Organizado pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHADB), o festival vai na oitava edição, que arrancou a 24 de Março, em Sines, e termina a 23 de Junho, em Castro Verde.
A Igreja Matriz de Almodôvar acolhe o segundo concerto da programação deste ano, este sábado, às 21h30, homenageando Marcos Portugal (1762-1830), que o director do DPHADB, José António Falcão, descreve como “o mais famoso compositor português”.
“As suas óperas rivalizavam nos palcos internacionais, em inícios do século XIX, com as de Rossini e Mozart, divulgando o nome do nosso país”, destacou.
Por ocasião dos 250 anos do nascimento daquele que ficou conhecido no estrangeiro como Marcos Portogallo, o festival "Terras sem Sombra" apresenta a estreia moderna da sua obra “Te Deum laudamus a quatro voci com piena orchestra”.
Composta em 1802, resultou de uma encomenda da Casa Real para o baptismo do infante D. Miguel no palácio de Queluz.
O espectáculo, protagonizado pelo Coro da Universidade de Aveiro e pela Orquestra Filarmónica das Beiras, sob direcção de António Vassalo Lourenço, é “extremamente simbólico”, segundo o director artístico do festival, Paolo Pinamonti.
Além da obra de Marcos Portugal, o concerto inclui a interpretação do "Requiem em Sol menor", de Domenico Cimarosa (1749-1801), mestre napolitano cuja linha musical foi seguida pelo compositor português.
Após o concerto, no domingo, 15, músicos e espectadores vão ainda juntar-se à comunidade local, em parceria com o Parque Natural do Vale do Guadiana e o Centro de Excelência para a Valorização dos Recursos Silvestres Mediterrânicos, para uma acção ambiental na ribeira do Vascão, afluente do Guadiana.
A iniciativa visa a monitorização de espécies de peixes em risco, como o pequeno saramugo, e a recolha de espécies exóticas, para o estudo de parâmetros biofísicos.

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Correio Alentejo

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