Um espectáculo original da 7Sóis.Med.Kriol.Orkestra, que reúne seis músicos de Portugal, Cabo Verde, Espanha, Itália e Marrocos, é um dos maiores destaques do 19.º Festival Planície Mediterrânica, que arranca nesta sexta-feira, 9, e termina domingo, 11, em Castro Verde.
A orquestra e o espectáculo foram criados para a edição deste ano do Festival Sete Sóis Sete Luas, uma rede cultural que envolve 30 municípios de 10 países da bacia do Mediterrâneo, como Portugal.
O concerto, domingo às 19h30, no cine-teatro Municipal de Castro Verde, vai contar com a participação de um grupo de violas campaniças e irá fechar a edição deste ano do Planície Mediterrânica, com o qual a vila alentejana integra a rede do Sete Sóis Sete Luas.
Dirigida pelo músico português José Barros, a voz do grupo Navegante, a 7Sóis.Med.Kriol.Orkestra reúne a cabo-verdiana Teté Alhinho (voz), o espanhol Manuel Cabrales (bateria), o marroquino Jamal Ouassani (violino) e os italianos Mimmo Epifani (bandolim) e Mario Riveira (baixo).
O Planície Mediterrânica “celebra a tradição e a identidade mediterrânicas de Castro Verde”, através das artes, dos sabores e da maneira de ser e estar do Alentejo e de intercâmbios com outras culturas do Mediterrâneo.
Além de espectáculos musicais e bailes à noite, o festival inclui, durante o dia, oficinas de danças, de instrumentos de percussão e de gastronomia, exposições e um encontro de bicicletas antigas.
Os concertos da Orquestra Chekara Flamenca, uma fusão entre a música de orquestra, a música árabe-andaluza e o flamenco, e dos Folkabbestia, uma mistura de vários estilos, como folk, rock, canção de autor, canção popular, ska e punk, vão marcar a primeira noite do festival, nesta sexta-feira, 9.
O grupo Mosto, constituído por César Silveira (piano), Paulo Ribeiro (voz) e Carlos Arruda (voz), que reinventa o cante alentejano e tem um repertório de modas tradicionais e temas originais em parceria com outros autores, como Amélia Muge, João Monge e Martinho Marques, actua na tarde de sábado, dia 10.
À noite é a vez da actuação do “digno herdeiro” da grande tradição dos “canta-histórias” sicilianos, o músico italiano Mário Incudine, que vai apresentar o trabalho que editou este ano sobre os sentimentos dos agricultores da Sicília e o herói-símbolo do Ressurgimento italiano, Garibaldi.
Durante o festival vão estar patentes as exposições “Le Cercle de la Vie”, com pinturas do marroquino Abdelkrim Ouazzani, e “Ferro e vetro – Oltre l`orizzonte”, com esculturas do italiano Simon Benetton.
A Galeria “Loja 30” vai também mostrar uma exposição colectiva de pintura e escultura com trabalhos de artistas como Ana Lebre, Alberto Reis, Dominique Cerfe, Jaime Lebre, Ricardo Rodrigues e Vanda Palma.
