Fernando Caeiros: "Saí do InAlentejo sem predras do sapato"

Fernando Caeiros: "Saí do InAlentejo sem predras do sapato"

Na hora do adeus ao InAlentejo, Fernando Caeiros faz um balanço positivo dos 45 meses passados na gestão dos fundos comunitários.
E garante que não vai voltar à vida autárquica!

<b>Teve de deixar o cargo de vogal executivo da comissão directiva do InAlentejo – Programa Operacional do Alentejo 2007-2013 por não ser licenciado. É frustrante, não é?</b>
Não propriamente. Primeiro, o mandato inicial era de três anos e foi concluído em Julho. E mais recentemente – em particular no último ano – houve algumas questões de natureza pessoal, que têm que ver com a saúde e com a conciliação do domicílio particular com o domicílio laboral, que tornavam difícil a minha permanência por muito mais tempo no programa.

<b>Mas dada a sua experiência de mais de 30 anos como autarca, acha justo ter de sair apenas porque não tem um “canudo”?</b>
O quadro legal é aquele e em relação a esse assunto não tenho nenhuma pedra no sapato [risos]. Há um quadro legal e há uma interpretação jurídica no sentido de que ele é observável nestas circunstâncias. Embora me pareça um pouco despropositado no caso particular dos membros que integram as autoridades de gestão dos programas operacionais.

<b>Ser autarca é um capítulo encerrado na sua carreira política?</b>
É um caso encerrado há muito tempo. Pelo menos há três anos e nove meses! Tive um momento de suspensão do mandato que durou seis meses e no dia em que fiz 32 anos de ter tomado posse como presidente da Câmara de Castro Verde renunciei definitivamente ao mandato autárquico.

<b>Não admite regressar?</b>
Isso não faz sentido nenhum. São ciclos de vida, etapas que se cumpriram… A vida agora são outras etapas e nem sequer me revejo no exercício de quaisquer funções de natureza um bocadinho mais estreita no plano político, independentemente a que título seja. Naturalmente que o exercício cívico que me assiste poderá ser feito de formas múltiplas, mas sempre dentro dum quadro mais transversal aos posicionamentos partidários mais estreitos. E sempre a um nível acima do local, como é evidente.

<b>LEIA A ENTREVISTA DE FERNANDO CAEIROS NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO DE 13 DE ABRIL DO "CORREIO ALENTEJO", JÁ NAS BANCAS</b>

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