“Feira de Garvão valoriza o mundo rural”

“Feira de Garvão

Na véspera do arranque de mais uma edição da Feira de Garvão, o presidente da Câmara de Ourique, Pedro do Carmo, destaca em entrevista ao “CA” a importância do evento.

Quais as expectativas relativas à edição deste ano da Feira de Garvão?
Temos a expectativa de realizar uma grande feira, com muito público, tal como tem acontecido nos últimos anos. Como é sabido temos feito um investimento considerável na melhoria das infra-estruturas, fruto de apoios comunitários, mas que contribuem significativamente para melhorar as condições para visitantes e expositores. E temos a preocupação de promover um programa variado, com muitas actividades que sirvam os interesses e as expectativas dos diferentes públicos.

Qual a principal mais-valia deste certame para a vila de Garvão e para o concelho de Ourique?
É importante na medida em que valoriza o mundo rural e o expõe numa perspectiva mais alargada ao público em geral. A associação da Feira de Garvão como a grande feira do mundo rural é um objectivo que definimos e o qual estamos empenhados em concretizar. A nossa obrigação é defender o mundo rural e promovê-lo como factor de desenvolvimento e de vivências, não só em palavras mas também em acções. E a feira de Garvão é a prova da acção, entre muitas outras iniciativas que realizamos, como são as electrificações rurais, os caminhos rurais, a reflorestação e as parcerias com a Associação de Criadores do Porco Alentejano (ACPA), sempre em benefício das populações e das actividades económicas que desenvolvem com um impacto significativo na economia social local.

A feira inclui uma mostra agro-pecuária – em que medida é este sector decisivo para a economia local?
Somos um concelho de interior com uma forte componente rural e agrícola! E organizamos na Feira de Garvão uma exposição com cerca de 500 cabeças de gado das mais variadas espécies autóctones, uma mostra ímpar na nossa região. O que por si só demonstra a importância deste sector no nosso concelho como factor de desenvolvimento. Recordo que no concelho de Ourique está sedeada a ACPA e que em conjunto temos realizado muitos projectos de estímulo aos produtores. Recordo ainda que muitos dos produtores são exportadores das respectivas raças e de produtos.

Sendo este um evento de tradição, que novos desafios se colocam à Feira de Garvão?
O maior desafio é construir um equilíbrio que preserve a tradição e acompanhe com novas realidades e fenómenos. Mas temos outros desafios, que passam pelo desenvolvimento de novas parcerias e o aprofundamento das actuais, no sentido de mobilizar cada vez mais conhecimento e experiências na afirmação do evento como um factor de projecção do mundo rural. Naturalmente que vamos continuar a investir nas infra-estruturas e na melhoria das condições, com o objectivo de crescer nos próximos anos em número de visitantes e de expositores.

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Correio Alentejo

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