Évora recebe festival internacional de marionetas

Évora recebe festival

Os Bonecos de Santo Aleixo, títeres tradicionais do Alentejo, vão receber “amigos” dos vários cantos do mundo, durante os seis dias do Festival Internacional de Marionetas de Évora, que arranca esta terça-feira, 4, com a participação de 21 companhias.
O evento vai na 13ª edição e é promovido pelo Centro Dramático de Évora (Cendrev), proprietário dos Bonecos de Santo Aleixo, envolvendo este ano um orçamento de “cerca de 200 mil euros”, verba “suportada fundamentalmente por fundos comunitários”.
A partir desta terça-feira e até domingo, 9, um total de 21 companhias, entre portuguesas e de mais 10 países, vai realizar 75 apresentações de teatro de marionetas.
Alemanha, Argentina, Brasil, Dinamarca, Espanha, França, Inglaterra, Moçambique, Peru e Estados Unidos da América são os países de origem desses grupos, adiantou o Cendrev.
Os espectáculos da Bienal Internacional de Marionetas de Évora (BIME) vão ter lugar, como habitualmente, em diversos espaços de ar livre no centro histórico da cidade alentejana, na SOIR Joaquim António d’Aguiar e no centenário Teatro Garcia de Resende.
“A bienal já tem grande prestígio em Portugal e no estrangeiro e a cidade de Évora é um palco natural ao ar livre com excelentes condições”, disse a Agência Lusa José Russo, director do Cendrev.
Por isso, ao longo de seis dias, continuou, “as marionetas vão ser o principal factor de animação dos diferentes segmentos de público da cidade”, atraindo ainda “os muitos turistas nacionais e estrangeiros que visitam” Évora.
Em paralelo com os espectáculos, vai também decorrer a exposição “Deuses, Demónios e Heróis”, organizada pelo Museu da Marioneta, através da colecção Francisco Capelo, com marionetas e máscaras do sudoeste asiático.
A mostra, com “várias dezenas de peças”, vai estar patente ao público até dia 16, com entrada livre, nas instalações do Grupo Pro-Évora, igualmente no centro histórico.
A BIME inclui também um seminário centrado no tema “Que Museu para os Bonecos de Santo Aleixo?”, organizado em parceria com o Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA) da Universidade de Évora e em colaboração com a Alma D’ Arame Associação Cultural.
Este encontro vai decorrer no Palácio do Vimioso, da academia alentejana, na sexta-feira, 7, e inclui uma conferência com Elisabeth Beijer-Meschke, directora do Museu da Marioneta de Estocolmo.
Além disso, o seminário integra uma mesa-redonda com Christine Zurbach (CHAIA), Paulo Simões Rodrigues (director do CHAIA), Elisabeth Beijer-Meschke e outros especialistas nesta área.
A BIME, que arrancou em 1987, é “um dos grandes festivais europeus da especialidade”.
Perante o “momento profundamente conturbado da vida cultural do país”, alertou o Cendrev, esta 13ª edição só é possível graças “à compreensão dos artistas envolvidos” e ao apoio, não só dos fundos europeus, mas de um conjunto de entidades e associações da região.

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Correio Alentejo

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