Estudo confirma impactos da apanha nocturna de azeitona

Estudo confirma

Um estudo sobre os impactos das culturas intensivas e super-intensivas de olival em áreas de regadio confirma que a prática de colheita mecânica nocturna de azeitonas nos olivais super-intensivos conduz à perturbação e mortalidade de aves, revela o Ministério do Ambiente.
Segundo fonte ministerial, o estudo do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) elaborado para o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) “indica que a apanha mecânica nocturna em olivais super-intensivos provoca de forma significativa a mortalidade de aves e que as medidas de mitigação testadas, concretamente os processos de espantamento ensaiadas, se revelaram ineficazes”.
“Com base nos dados agora conhecidos, o ICNF alerta que a continuidade da prática da apanha mecânica nocturna em olival será alvo de acção sancionatória nos termos da lei”, acrescenta o Ministério do Ambiente, revelando que, “neste enquadramento, o ICNF vai intensificar as acções de fiscalização durante os meses de Outubro de 2020 a Março de 2021, no sentido de assegurar que não ocorre qualquer prática que possa promover a mortalidade de aves, designadamente a apanha nocturna de azeitona”.
Tal como o “CA” avançou nesta segunda-feira, 6, CAP, Confragri, Casa do Azeite e Olivum-Asociação de Olivicultores do Sul já decidiram suspender a colheita nocturna mecanizada da azeitona na próxima campanha, a iniciar em Outubro.

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Correio Alentejo

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