Estudo aponta Odemira como um dos concelho onde é mais difícil ser médico

Estudo aponta Odemira como um dos concelho onde é mais difícil ser médico

Odemira é um dos concelhos portugueses que trazem mais dificuldades aos médicos de família no exercício da actividade, segundo um estudo da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar que é apresentado esta sexta-feira, 16, no Encontro Nacional de Clínica Geral, no Algarve.
Além do concelho do Litoral Alentejano, também Mourão, Freixo de Espada à Cinta, Resende e Torre de Moncorvo estão na lista dos municípios onde é mais difícil ser médico.
"Num concelho do interior mais isolado, situado longe do hospital e sem outros recursos de saúde, com maior envelhecimento da população, o exercício da profissão é mais difícil, por isso lhe chamamos índice de penosidade", explica à Agência Lusa o vice-presidente da associação.
Para a maioria das pessoas, "não é muito difícil de entender que exercer num destes concelhos com maior índice de penosidade não é o mesmo que trabalhar em Oeiras, Lisboa ou Porto", acrescenta Rui Nogueira.
Nesse sentido, o médico defende que, quanto maior for este índice, maior tem de ser a ponderação na atribuição de carga de trabalho ao clínico.
"Aquilo que queremos é que melhore a acessibilidade e haja uma melhor gestão dos recursos humanos", frisa, adiantando que não é por se atribuir 1.550 pessoas a um médico que se está a "fazer uma distribuição razoável".

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Correio Alentejo

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