Estradas nacionais em Odemira “estão péssimas”

Estradas nacionais em

A vida comercial e pessoal de Antero Silva, residente na pequena aldeia de Amoreiras-Gare, no concelho de Odemira, leva-o a percorrer todos os dias as estradas nacionais (EN) 123 e 123-1, conhecendo como a palma das mãos todas as curvas e lombas de ambas vias. Anos de experiência que o levam a concluir, taxativamente: “As estradas estão péssimas! Não me lembro de alguma vez estas estradas estarem assim. A situação tem-se vindo a degradar e agora chegou a um ponto que é de lamentar”.
A quilómetros de distância, em São Luís, as queixas são idênticas. Núria Oliveira, que utiliza a EN 120 todos os dias, diz que o troço entre a aldeia e Odemira “está cada vez pior”. “É um perigo constante: desviamo-nos de um buraco e caímos logo noutro", observa. “É inadmissível, porque pagamos impostos e ninguém faz nada para a resolver. Isto piora de dia para dia", acrescenta António Silva, que também é utilizador da EN 120, cujo estado do piso já o fez ter dois furos em pneus e obrigou-o a mudar os amortecedores da sua viatura.
O mau estado da EN 123, que atravessas as freguesias de São Martinho das Amoreiras e Luzianes-Gare até Odemira, e da 123-1, que liga São Martinho das Amoreiras a Colos, assim como da EN 120 entre São Luís e Odemira, com buracos, depressões, taludes em risco de ruir e outros problemas, são apenas três dos muitos exemplos da situação degradante em que se encontra a rede de estradas nacionais que serve o concelho de Odemira.
Um quadro semelhante ao existente nos troços das estradas nacionais 263, 266, 389, 390 ou 393 e que há muito tem vindo a ser denunciado pelas entidades locais, nomeadamente a Câmara Municipal, sem que se veja uma intervenção concreta por parte da empresa gestora da rede rodoviária nacional, a Infra-estruturas de Portugal (IP).
“Estamos muito mal servidos de rede viária nacional e cada vez com mais trânsito, porque a actividade económica cresceu e há cada vez mais circulação”, sustenta o presidente da autarquia, garantindo que esta situação tem propiciado um aumento do número de acidentes.
“A nível de segurança rodoviária temos vistos os números a piorar precisamente por dois factores: o aumento de tráfego e a conservação da rede não ser a mais ajustada”, alerta José Alberto Guerreiro, que reforça: “É imperativo que se faça aqui um investimento o mais breve possível”.

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Correio Alentejo

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