Uma fábrica de transformação de resíduos sólidos indiferenciados em prodelix, produto que substitui a madeira, vai instalar-se em Ponte de Sôr, num investimento de 14 milhões de euros, revela o responsável da empresa.
Luís Lourenço, gerente da empresa, explica à Agência Lusa que a fábrica está, “inicialmente”, projectada para produzir europaletes (substitutas das paletes em madeira) e estacas para vedações, principalmente para a agricultura e floresta.
“A patente e o processo tecnológico são únicos no mundo, sendo um mercado ainda por descobrir”, afirma o responsável, prevendo que fábrica permitirá criar, numa primeira fase, cerca de 40 postos de trabalho.
A empresa “Fuschiafusion” tem como finalidade a valorização dos resíduos sólidos urbanos não metálicos, cabendo à unidade de Ponte de Sôr transformar resíduos como o plástico, cartão, tetra pak ou esferovite em prodelix, produto derivado do lixo e que substitui a madeira.
A fábrica vai ficar instalada num espaço da zona industrial de Ponte de Sôr, onde, em tempos, laborou uma outra unidade.
“Vamos começar as obras de requalificação e ampliação em Março e a fábrica vai começar a laborar em diversas fases. A primeira fase deverá estar concluída em Junho, a segunda em Dezembro e na totalidade em Fevereiro de 2015”, diz.
Segundo com Luís Lourenço, caso a empresa opte por trabalhar de forma continua, situação que deverá ocorrer para “rentabilizar” o investimento feito, o número de postos de trabalho poderá “duplicar”.
Este projecto “inovador” e patenteado implica um investimento de 14 milhões de euros, co-financiados em cerca de “seis milhões de euros reembolsáveis” por fundos comunitários.
Manifestando a esperança de desenvolver outros produtos na fábrica de Ponte de Sôr, Luís Lourenço adianta que estão a ser feitos contactos com o grupo IKEA para inserir o prodelix em móveis onde a madeira é aplicada.
Os resíduos sólidos indiferenciados vão ser fornecidos por várias empresas, como a Valnor, responsável pela reciclagem de lixo em 25 municípios, 15 deles do distrito de Portalegre, sete de Castelo Branco e três de Santarém.
“As empresas vão pagar-nos para absorver os resíduos. Esta é a prática em curso, uma vez que os resíduos sólidos que não estão a ser enterrados têm um pagamento estipulado para quem os absorver”, disse.








