Eleições: Sócrates estará hoje em Cuba, Louçã passou ontem por Castro Verde

Eleições: Sócrates estará hoje em Cuba

José Sócrates regressa hoje em campanha ao distrito de Beja e tem agendada uma deslocação à vila de Cuba, onde deverá chegar cerca das 18h00. Sócrates participará numa arruada e, depois, num comício no Largo do Tribunal.
Ontem, quarta-feira, 25, foi Francisco Louçã que fez campanha no distrito de Beja, participando num comício em Castro Verde, concelho onde o Bloco de Esquerda tem vindo a assumir-se como terceira força, atrás do PS e do PCP.
Num comício na Praça da República, o coordenador do Bloco de Esquerda disse que “Portugal inteiro” se transformou numa “praça de jorna” devido às condições laborais precárias, salientando o contributo das empresas de trabalho temporário neste panorama de retrocesso.
No primeiro comício do dia, o líder do Bloco de Esquerda falou das condições precárias de trabalho que os jovens em Portugal enfrentam neste momento, fazendo uma comparação com os tempos ancestrais no Alentejo.
“No Alentejo, isto era a praça de jorna, em que o capataz vinha com a camioneta à praça da terra para dizer que o Manuel pode trabalhar hoje mas o António não pode. E amanhã logo se vê”, relatou.
Para o coordenador do Bloco de Esquerda, “a praça de jorna é uma sociedade ingrata, injusta, em que há quem mande e tem a faca e o queijo na mão e decide tudo sobre o trabalho, a vida, o respeito pelas outras pessoas”.
“E agora essa praça de jorna, que aqui se conhece tão bem no Alentejo, tornou-se Portugal inteiro, com empresas de trabalho temporário que vão aos vossos filhos, que vão aos mais novos e dizem: tu hoje podes trabalhar mas amanhã volta cá. Não sei se podes trabalhar”, condenou.
E foi com este tema que Louçã voltou, de novo, ao acordo dos maiores partidos com a troika, afirmando que eles “gostam disto” porque “foi sempre a sua ideia sobre a sociedade”.
“O que é que lá aparece: todo o trabalhador pode ser despedido, não é preciso causa nenhuma”, sublinhou.
O cabeça de lista por Lisboa defendeu que Portugal precisa “de uma sociedade de trabalho, de emprego, de respeito, em que há salários decentes para as pessoas que se esforçam e que têm a formação”.
“Nós não precisamos de um Portugal que seja praças de jorna. Não queremos voltar para trás”, declarou.
Para o distrito de Beja a meta eleitoral está traçada: eleger um deputado que falhou ao Bloco de Esquerda nas legislativas de 2009.

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Correio Alentejo

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