EDIA lança medidas de apoio aos agricultores contra efeitos da seca

EDIA lança medidas de apoio aos agricultores contra efeitos da seca

A EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva vai disponibilizar água para abeberamento de gado e culturas fora das áreas já equipadas pelo empreendimento de fins múltiplos, no sentido de apoiar os agricultores contra os efeitos do actual período de seca.
"São as medidas que podemos tomar dentro do que são as competências da empresa", frisou esta sexta-feira, 16, ao final da tarde, o novo presidente do conselho de administração da EDIA.
Em declarações ao "CA", João Basto garantiu que estas propostas serão efectivadas até final da próxima semana e irão "contribuir para a minimização dos impactes que a seca está a produzir na agricultura da região", além de responderem "às solicitações dos agricultores".
Nesse sentido, continuou, a partir de agora o agricultor que tenha necessidade de água para abeberamento de gado "poderá recolher essa água em qualquer albufeira do empreendimento, canal ou boca de rega nos perímetros já instalados em pontos pré-identificados pela EDIA" e transportá-la para as suas explorações sem que a empresa cobre qualquer valor pela água utilizada.
Por outro lado, os agricultores que não estejam servidos pelo sistema global de rega de Alqueva, mas tenham necessidade de água, poderão fazer captações directas ou utilizar as bocas de rega pré-definidas pela EDIA, aplicando-se nestes casos o tarifário em vigor para cada caso.
"No caso das captações directas, em albufeiras ou canais da rede primária do EFMA, o agricultor deverá instalar a respectiva bomba e contador", acrescentou João Basto.
Este pacote de medidas foi anunciado após o novo conselho de administração e os trabalhadores da EDIA terem reunido na instalações da empresa com a ministra da Agricultura, que se deslocou ao Baixo Alentejo para lhes transmitir aquela que “é a visão do Governo sobre a importância” da infra-estrutura.
“É muito importante concluir este projecto, porque transforma toda uma região, combate a desertificação, torna-nos mais aptos a lidar com as alterações climáticas e vai seguramente dar um grande contributo para a riqueza do país”, disse no final da reunião Assunção Cristas, sem se comprometer com uma data para a conclusão da obra.

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Correio Alentejo

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